Nesta quinta-feira (13), completam-se 12 anos da morte de Eduardo Campos, ex-governador de Pernambuco e candidato à Presidência da República pelo PSB em 2014. Aos 49 anos, Campos morreu na manhã de 13 de agosto de 2014, quando o jato particular em que viajava caiu em uma área residencial do bairro Boqueirão, em Santos, no litoral de São Paulo. Nenhuma das sete pessoas a bordo sobreviveu.

Além de Eduardo Campos, morreram os pilotos Geraldo da Cunha e Marcos Martins, o assessor de imprensa Carlos Augusto Leal Filho, conhecido como Percol, o fotógrafo Alexandre Severo, o cinegrafista Marcelo Lyra e o assessor de campanha Pedro Valadares Neto. O acidente ocorreu em meio à campanha presidencial, mobilizando equipes de emergência e órgãos responsáveis pela investigação das circunstâncias da queda.

Campos havia deixado o Governo de Pernambuco meses antes para disputar a Presidência pelo PSB, tendo Marina Silva como candidata a vice. Antes de chegar à corrida presidencial, construiu uma trajetória política que incluiu mandatos de deputado estadual e federal, além dos cargos de secretário estadual da Fazenda e ministro da Ciência e Tecnologia no primeiro governo de Luiz Inácio Lula da Silva. Em 2007, assumiu o Governo de Pernambuco e foi reeleito em 2010.

Após o acidente, o Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) realizou a investigação sobre as circunstâncias da queda, analisando aspectos como condições meteorológicas, procedimentos de voo, equipamentos e informações disponíveis sobre a operação da aeronave. O objetivo do trabalho foi identificar fatores relacionados ao acidente e produzir recomendações para a prevenção de novas ocorrências.

O corpo de Eduardo Campos foi levado para Pernambuco, onde o velório aconteceu no Palácio do Campo das Princesas, no Recife. O sepultamento ocorreu em 17 de agosto de 2014, no Cemitério de Santo Amaro. A data da morte ganhou ainda um significado particular para a família: seu avô, Miguel Arraes, ex-governador de Pernambuco, havia morrido em 13 de agosto de 2005, exatamente nove anos antes do acidente que encerrou a trajetória de Eduardo Campos. Aos 49 anos, o político deixou uma carreira marcada pela atuação como deputado, ministro e governador e uma candidatura à Presidência interrompida durante a campanha de 2014.

Compartilhe esse conteúdo: