A Polícia Federal (PF) deflagrou, na manhã desta terça-feira (31), a Operação Guardião Digital II, com foco no combate a crimes de abuso sexual infantojuvenil praticados no ambiente digital. A ação teve como alvo a cidade de João Pessoa, onde foi cumprido um mandado de busca e apreensão expedido pela Justiça Federal da Paraíba.

De acordo com a PF, a investigação apura práticas criminosas relacionadas ao armazenamento de imagens e vídeos com conteúdo de abuso sexual envolvendo crianças e adolescentes. Além da busca, a Justiça também autorizou a quebra de sigilo telemático do investigado.

A corporação destacou que a operação integra uma estratégia nacional de enfrentamento a crimes que violam a dignidade sexual de menores, com base no princípio da proteção integral previsto na legislação brasileira.

Embora a legislação ainda utilize o termo “pornografia” para caracterizar esse tipo de crime, a Polícia Federal ressalta uma mudança de entendimento no cenário internacional. Segundo a instituição, a expressão mais adequada é “abuso sexual de crianças e adolescentes” ou “violência sexual de crianças e adolescentes”, por refletir com maior precisão a gravidade dessas condutas.

A PF também fez um alerta direto às famílias sobre os riscos no ambiente digital. “Conversar abertamente sobre os perigos do mundo virtual, explicar como utilizar redes sociais, jogos e aplicativos de forma segura e acompanhar de perto as atividades online dos jovens são medidas essenciais de proteção”, destacou.

Ainda segundo a orientação, mudanças de comportamento, como isolamento repentino ou sigilo excessivo no uso de celulares e computadores, podem indicar situações de risco. “É igualmente importante ensinar às crianças e adolescentes como agir diante de contatos inadequados em ambientes virtuais, reforçando que podem e devem procurar ajuda”, acrescentou a instituição.

Para a Polícia Federal, a prevenção continua sendo a principal ferramenta no combate a esse tipo de crime. “A informação continua sendo um instrumento capaz de salvar vidas”, concluiu.

O nome da operação, “Guardião Digital”, faz referência à atuação permanente das forças de segurança na identificação e repressão de crimes que causam graves danos às vítimas e à sociedade.

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