Remanescentes humanos em avançado estado de decomposição deram entrada no Instituto de Medicina Legal de João Pessoa (IML) nesta sexta-feira (13), após serem localizados em uma área de mata no bairro de Gramame, na capital paraibana.

O material foi encontrado durante buscas realizadas pela Polícia Civil da Paraíba (PCPB), com apoio do Corpo de Bombeiros Militar da Paraíba (CBMPB) e de um cão farejador. As diligências fazem parte das investigações sobre o desaparecimento do cabo César, visto pela última vez no início de fevereiro.

Segundo o médico perito legista Flávio Fabres, chefe do IML na capital, o material recolhido consiste basicamente em ossos, o que impede a identificação imediata. “Deu entrada no Instituto Médico Legal um conjunto de remanescentes humanos em avançado estado de decomposição. O material será encaminhado para exame antropológico, pois há predominância de ossos, o que impossibilita a identificação imediata da vítima”, explicou.

De acordo com ele, a confirmação da identidade dependerá de exames laboratoriais. “A identificação poderá ocorrer posteriormente por meio de exames laboratoriais, com a realização de análise de DNA”, acrescentou.

Fabres também orientou que familiares de pessoas desaparecidas procurem o órgão para colaborar com a investigação. “Familiares de pessoas desaparecidas há algum tempo podem procurar a sede do Instituto de Polícia Científica para doar material genético, que será inserido no banco de dados de pessoas desaparecidas, auxiliando na possível identificação”, afirmou.

Investigação em andamento

A ossada foi localizada com peças de roupa que, inicialmente, não correspondem às vestimentas usadas pelo cabo César no dia em que desapareceu. Mesmo assim, apenas os exames periciais poderão confirmar a identidade da vítima.

A Polícia Civil da Paraíba investiga pelo menos três casos de pessoas desaparecidas na região, e a ossada encontrada pode pertencer a uma delas.

O desaparecimento do cabo César segue sob investigação. Imagens de câmeras de segurança e relatos de colegas indicam que ele chegou a cumprir parte do expediente de trabalho, mas deixou o local antes do horário previsto. Desde então, não foi mais visto.

O celular do policial foi encontrado quebrado e permanece sob custódia da polícia para análise pericial. As investigações continuam conduzidas pelo setor de inteligência da corporação.

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