Dois meses após o assassinato do cabo do Corpo de Bombeiros Militar da Paraíba, Derivaldo do Nascimento Santos, a dor da família segue tão intensa quanto no dia do crime. Em entrevista concedida ao programa Ô Paraíba Boa, a viúva, dona Lúcia, e o genro, Augusto, falaram visivelmente emocionados sobre o sofrimento enfrentado desde a morte do militar e fizeram um apelo público por justiça.
Derivaldo foi morto a tiros durante uma tentativa de assalto na comunidade de Inhauá, zona rural de Sapé, enquanto praticava atividade física ao lado de familiares. Houve troca de tiros e um dos criminosos morreu no local. O segundo suspeito, identificado como Willians Ferreira do Nascimento, fugiu e permanece foragido, mesmo com mandado de prisão expedido.
Durante a entrevista, dona Lúcia não conseguiu conter as lágrimas ao relatar a dificuldade de seguir em frente. Segundo ela, a rotina da família se transformou em um pesadelo diário. “Está muito difícil para mim e para as crianças. É um pesadelo a cada dia saber que o assassino do meu marido continua solto”, desabafou.
A viúva fez um apelo direto às autoridades policiais e ao Judiciário. Ela afirmou que clama por uma resposta concreta e pela prisão imediata do suspeito. “Eu peço, eu imploro à polícia e à Justiça que prendam o mais rápido possível o homem que matou meu marido. A gente não pode aceitar uma situação como essa”, disse, emocionada.
Augusto, genro do cabo Derivaldo, também demonstrou indignação com a falta de respostas efetivas até o momento. Ele reforçou que não se trata de um caso isolado de violência, mas da execução de um servidor público que dedicou a vida a salvar outras pessoas. “Ele era um militar, um soldado do Corpo de Bombeiros, um funcionário do Estado. Foi assassinado covardemente, diante da família. Isso não pode ficar impune”, afirmou.
O caso é investigado pela Delegacia de Polícia Civil de Sapé, mas, até agora, nenhuma prisão foi efetuada. A família reconhece as dificuldades do trabalho investigativo, porém considera inadmissível que, diante da gravidade do crime e do histórico criminal do suspeito, ainda não haja uma resposta concreta.
Representados pelos advogados Daniel Alisson e Mirella Cristina, que atuam como assistentes de acusação, os familiares garantem que continuarão acompanhando de perto o inquérito e cobrando providências. Mesmo reafirmando confiança nas instituições, deixam claro que não aceitarão o silêncio do Estado.
Ao final da entrevista, dona Lúcia resumiu o sentimento da família em um pedido simples e direto: justiça. Para ela, a memória do marido não pode cair no esquecimento e a prisão do foragido é o mínimo que se espera diante de um crime que abalou não apenas uma família, mas toda a corporação e a sociedade paraibana.




