A Polícia Federal realizou na manhã desta quinta-feira, 5, a 38ª fase da Operação Discovery para combater crimes ligados ao armazenamento de imagens e vídeos com conteúdo de abuso sexual infantojuvenil. A ação ocorreu em Borborema, no Brejo paraibano, onde um mandado de busca e apreensão foi cumprido em endereço ligado ao investigado. Além da coleta de equipamentos eletrônicos, houve determinação judicial de quebra do sigilo telemático, permitindo o acesso a dados que possam comprovar a prática criminosa.
Equipes especializadas da corporação recolheram computadores, celulares e mídias digitais que, após perícia, poderão detalhar a extensão do material armazenado e identificar eventuais redes de distribuição. Caso a posse ou divulgação das imagens seja confirmada, o responsável deverá responder por crimes previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente, cujas penas podem ultrapassar seis anos de prisão.
Orientação preventiva
Durante a operação, a Polícia Federal divulgou mensagem direcionada a familiares e responsáveis, destacando a importância do acompanhamento da rotina de crianças e adolescentes no ambiente virtual. A corporação reforça que dialogar sobre riscos nas redes sociais, jogos on-line e aplicativos de mensagens torna-se fundamental para prevenir situações de vulnerabilidade. Recomenda-se observar mudanças repentinas de comportamento, como isolamento ou sigilo excessivo no uso de dispositivos, visto que esses sinais podem indicar exposição a aliciadores.
A PF aconselha também o ensino de estratégias de autoproteção, orientando os menores a bloquear contatos suspeitos e denunciar abordagens inadequadas. De acordo com a instituição, a prevenção ainda é a ferramenta mais eficaz para garantir segurança e bem-estar de jovens, enquanto a informação permanece-chave para interromper ciclos de violência.
Além do trabalho voltado à repressão, a Operação Discovery mantém frentes de investigação em todo o país para mapear plataformas utilizadas no compartilhamento ilegal de conteúdo sexual envolvendo crianças. A fase deflagrada nesta quinta reforça o compromisso de identificar usuários que mantêm material ilícito em arquivos pessoais ou nuvem, mesmo sem indícios de comercialização.
A análise dos dispositivos apreendidos em Borborema deve apontar novos caminhos investigativos e, possivelmente, ampliar a lista de suspeitos. Os dados extraídos serão cruzados com bancos de informações nacionais e internacionais, otimizando a busca por conexões com outros delitos da mesma natureza.

O inquérito segue em sigilo e a Polícia Federal não divulgou detalhes sobre a identidade do investigado, idade ou profissão. Após a conclusão das perícias, será decidido se há elementos suficientes para pedido de prisão preventiva ou outras medidas cautelares. A população pode colaborar enviando informações pelo canal de denúncias da corporação, garantindo anonimato.
Com a nova fase, a Operação Discovery ultrapassa três dezenas de etapas desde o início, consolidando-se como uma das maiores iniciativas federais contra crimes virtuais envolvendo menores de idade.
Fim
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