A Paraíba está no centro de uma das maiores operações contra o crime organizado deflagradas neste ano. A Polícia Civil da Paraíba e o Ministério Público da Paraíba iniciaram, na manhã desta quarta-feira (17), a Operação Colheita, voltada ao desmantelamento de uma organização criminosa com forte atuação no estado e ramificações em outras regiões do país. Ao todo, estão sendo cumpridos 50 mandados judiciais, sendo 35 de busca e apreensão e 15 de prisão.

A investigação é conduzida pela Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (DRACO), pela Unintelpol/PCPB e pelo GAECO. Os principais alvos estão concentrados em João Pessoa e Campina Grande, além de cidades da Bahia, Mato Grosso do Sul, São Paulo e Santa Catarina, evidenciando a origem paraibana do esquema e sua expansão interestadual.

As apurações tiveram início em 2024, após a prisão do paraibano João Batista da Silva, conhecido como “Júnior Pitoco”, apontado como liderança de uma facção criminosa na Paraíba. A partir desse desdobramento, as autoridades identificaram uma rede estruturada de tráfico de drogas e lavagem de dinheiro, responsável por movimentar cerca de R$ 65 milhões. Segundo a investigação, o grupo utilizava “laranjas” e empresas paraibanas e de outras regiões para ocultar a origem dos recursos, além de beneficiar criminosos já condenados.

Além das prisões e buscas, a Justiça determinou o bloqueio e sequestro de bens e valores de 20 investigados, muitos deles com vínculos diretos com a Paraíba. Até o momento, a operação já contabiliza 12 prisões, além da apreensão de armas de fogo e veículos, reforçando o papel central do estado no esquema criminoso investigado.

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