O Ministério Público denunciou um homem flagrado reconstruindo barricadas usadas para bloquear o acesso de viaturas e serviços públicos a uma comunidade dominada por facções criminosas. A prática, registrada pela Polícia Civil, incluía a reabertura de valas no calçamento público, estruturas já removidas anteriormente pela força de segurança. Durante a abordagem, o acusado ainda resistiu à prisão com violência.
Segundo a denúncia, o ato não se trata de simples vandalismo, mas de uma ação estratégica que protege áreas controladas por grupos armados e impede a presença do Estado. Por isso, o homem foi acusado por dano qualificado ao patrimônio público e resistência.
O MP destaca que essas barricadas prejudicam diretamente a população local, bloqueando não só o trabalho da polícia, mas também o acesso de ambulâncias, conselhos tutelares, equipes de saúde e coleta de lixo. O órgão também aponta que a dominação territorial das facções cria uma estrutura paralela de poder, com “tribunais do crime”, extorsões e controle da circulação de moradores.
Diante da gravidade, o Ministério Público afirmou que não cabe acordo de não persecução penal e pediu que o acusado seja condenado, incluindo o pagamento de indenização por danos materiais e morais coletivos.
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