O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) manifestou, nesta quarta-feira (26), solidariedade aos governos do Nepal e da China após uma enchente devastadora atingir a região de fronteira entre os dois países. A tragédia provocou pelo menos 98 mortes e deixou mais de 800 pessoas desaparecidas, segundo dados divulgados pelas autoridades locais. O Ministério das Relações Exteriores informou que, até o momento, não há relatos de brasileiros entre as vítimas e que o Itamaraty acompanha a situação.
A cheia foi provocada por uma avalanche de lama, neve e rochas que rompeu a margem de um rio e arrastou casas, veículos e outras construções. A Polícia do Nepal contabilizou 95 mortos e informou que cerca de 28 agentes estão desaparecidos. Na China, a imprensa estatal registrou inicialmente três mortes e 265 desaparecidos. As autoridades ainda verificam os números, e não está claro se há sobreposição entre os dados divulgados pelos dois países. Equipes de resgate trabalham em meio à água e à lama na tentativa de localizar sobreviventes.
Em publicação nas redes sociais, Lula afirmou ter recebido as notícias “com muita tristeza” e destacou o impacto das imagens da tragédia. “As imagens causam espanto e nos comovem a todos. Em nome dos brasileiros, expresso minha solidariedade aos governos dos dois países e a todos os afetados por esse desastre, especialmente às famílias das vítimas”, declarou o presidente. A região atingida inclui Syabrubesi, ponto de partida de uma popular rota de trekking de Langtang, além de áreas utilizadas por peregrinos que seguem para Kailash Mansarovar. Cerca de 403 turistas ainda não foram localizados, sendo 341 estrangeiros.
As causas da tragédia ainda são investigadas. Autoridades nepalesas levantam a possibilidade de que um terremoto tenha provocado um deslizamento de terra e bloqueado o curso de um rio, causando o aumento repentino do volume de água. Imagens de satélite também indicam a ocorrência de um deslizamento de neve e rochas na região. O Exército do Nepal informou ter resgatado 114 pessoas no distrito de Rasuwa, enquanto o governo mobiliza recursos para buscas, atendimento médico, alimentação e alojamento das vítimas. Na China, o presidente Xi Jinping determinou esforços para localizar os desaparecidos e reduzir o número de vítimas.




