Tenente-coronel Viviane Vieira, comandante da 6ª Companhia Independente da Polícia Militar em Cabedelo.

O desembargador Aluízio Bezerra Filho, do Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB), determinou que o Facebook forneça, no prazo de cinco dias, os dados capazes de identificar os responsáveis pela página do coletivo político “Direita UFPB”. A decisão ocorreu após a candidata a deputada estadual Tenente-Coronel Viviane Vieira de Sousa recorrer à Justiça Eleitoral contra publicações que, segundo ela, atacaram sua imagem e questionaram seu posicionamento político. O perfil teria divulgado conteúdos classificando Viviane como alguém que não seria de direita. As postagens também destacaram sua filiação ao PSB e posições associadas ao campo progressista.

Viviane disputa as eleições de 2026 pelo Partido Socialista Brasileiro (PSB) e ganhou projeção na Paraíba por ter sido a primeira mulher a comandar um batalhão operacional da Polícia Militar da Paraíba (PMPB). A candidata afirmou ao Portal Fonte 83 que as publicações foram além da crítica política e atingiram diretamente sua vida pessoal. Segundo ela, os responsáveis pela página a qualificaram como “feminista radical” e “misandrista”, além de afirmarem que ela seria “contra o direito dos homens”, que “distorce o feminismo e divide a sociedade” e que “incita o ódio e discriminação contra homens”. “Como me afetou diretamente, ingressei com a ação. Sou mãe de um menino lindo, esposa de um homem sensacional e filha de um pai incrível. Não achei justo esse ataque à minha pessoa, principalmente pelas pessoas com as quais convivo”, declarou Viviane ao Portal Fonte 83.

A candidata também afirmou esperar que os responsáveis sejam responsabilizados caso a Justiça reconheça a procedência da ação. “Que ele, caso a Justiça entenda procedente, pague pelo que fez, porque a gente só fala algo ou aponta o dedo para alguém quando sustenta o BO”, afirmou. Viviane encerrou a manifestação recorrendo a uma expressão ensinada pelo pai: “Já dizia meu pai: ‘Quem não pode com o pote não pega na rudia’.” A decisão do TRE-PB agora busca retirar o anonimato de quem administra a página e esclarecer a autoria das publicações.

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