Uma análise publicada pelo TechTudo comparou o desempenho de diferentes inteligências artificiais na edição de imagens, especialmente na transformação de fotos comuns em retratos profissionais, como os usados em perfis de trabalho.
O levantamento destacou avanços importantes, mas também evidenciou limitações que ainda impedem as IAs de substituírem ferramentas profissionais.
ChatGPT: foco no “padrão LinkedIn”, mas com distorções
O ChatGPT apresentou como principal característica a tentativa de criar uma imagem alinhada ao estereótipo de foto profissional.
Entre os pontos positivos, a IA buscou melhorar nitidez e detalhamento das imagens. Porém, o resultado levantou críticas:
Em alguns testes, a ferramenta chegou a substituir o rosto original por outro gerado artificialmente
Ignorou instruções importantes, como manter características físicas
Apresentou lentidão e falhas de interação ao longo dos testes
Apesar disso, em tarefas mais complexas, como mudança de cenário, o ChatGPT teve melhor desempenho ao preservar elementos como pose e vestimenta.
Nano Banana 2: mais fiel, porém artificial
Já o Nano Banana 2 se destacou pela fidelidade à imagem original.
Entre os principais pontos positivos:
Preservação da fisionomia do usuário
Maior precisão em detalhes como acessórios, joias e pose
Melhor desempenho na remoção de objetos e limpeza de cenário
Maior estabilidade e rapidez durante os testes
Por outro lado, o resultado final apresentou problemas:
Excesso de suavização, gerando um efeito artificial
Aparência próxima ao chamado Uncanny Valley, com imagens que parecem “irreais”
Pouca evolução na melhoria de qualidade, com tendência a apenas replicar a foto original
Quem se saiu melhor?
De forma geral, o Nano Banana 2 levou vantagem na maioria dos testes práticos:
Remoção de objetos: melhor desempenho
Iluminação: único que trouxe mudanças perceptíveis
Estabilidade: sem falhas técnicas
Já o ChatGPT se destacou em aspectos específicos:
Melhoria de qualidade: maior tentativa de refinamento
Mudança de cenário: melhor preservação da composição original
Limitações ainda são evidentes
Segundo o levantamento, ambas as IAs funcionam melhor em edições simples, como ajustes de iluminação ou remoção de elementos.
Quando as tarefas se tornam mais complexas, como transformar uma foto comum em retrato profissional, os resultados passam a apresentar:
- Aparência artificial
- Perda de identidade da imagem original
- Tendência de “recriar” a foto em vez de editá-la
Conclusão
Apesar dos avanços, as ferramentas de IA ainda estão longe de substituir softwares profissionais de edição.
No cenário atual, elas funcionam mais como:
Um recurso rápido para usuários leigos
Uma forma prática de testar ajustes básicos
Um laboratório de experimentação criativa
A expectativa, no entanto, é que com o avanço da tecnologia, essas plataformas consigam entregar resultados mais naturais e precisos nos próximos anos.
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