Vereador Guga Pet (PP) e o prefeito de João Pessoa, Cícero Lucena (MDB)

O vereador Guga Pet (PP) minimizou críticas feitas pelo prefeito Cícero Lucena, explicou nomeação do filho e negou pressão para apoiar Lucas, durante entrevista ao programa Ô Paraíba Boa, da rádio 100.5 FM, com os apresentadores Fabiano Marques, Jaceline Marques e Dayana Lucas.

Ao comentar declarações recentes de Cícero, Guga adotou um tom conciliador e buscou reduzir o impacto das críticas. “Normal, isso aí já passou. Acho que foi uma palavra infeliz, num momento desequilibrado, mas não tenho nada contra ele, não tenho mágoa. Continuo respeitando”, afirmou.

O vereador explicou que sua decisão política está ligada ao projeto pessoal de disputar uma vaga como deputado estadual, defendendo que a Paraíba precisa de alguém com histórico de atuação na causa animal.

“Escolhi um lado porque eu tenho vontade de ser deputado. A Paraíba precisa de um ativista da causa animal e eu vou continuar trabalhando por João Pessoa e, se Deus permitir, me candidatar”, disse.

Questionado se teria sofrido pressão do grupo do governista por parte dos Ribeiros para romper politicamente com Cícero, Guga negou qualquer tipo de imposição.

“Não houve pressão nenhuma, nem do partido nem do governo. Nunca teve isso”, garantiu.

Ele também fez questão de destacar o respeito que mantém pelo vice-prefeito Leo Bezerra, a quem classificou como amigo pessoal e alguém que o ouviu nos momentos mais difíceis da decisão política.

Sobre os bastidores envolvendo a declaração de apoio ao vice-governador Lucas Ribeiro (PP), Guga Pet negou que tenha havido acordo prévio ou negociação política em troca de cargos. “Eu nunca disse que deixaria a base do prefeito. Eu disse que votaria em Lucas para governador. Isso é diferente”, afirmou.

Um dos pontos mais explorados na entrevista foi a nomeação do filho, Ítalo, para um cargo na gestão municipal, que gerou interpretações de reaproximação com Cícero. Guga rebateu as críticas e afirmou que o filho tem trajetória própria. “Meu filho tem CPF próprio. Foi nomeado pela experiência e pelo trabalho na causa animal. Não foi favor político”, disse.

Segundo o vereador, a leitura de que a nomeação indicaria um acordo político é equivocada. Ele reforçou que não deixou a base do prefeito por iniciativa própria. “Se tiraram meus cargos e me colocaram na oposição, não fui eu que pedi. Eu não pulei de lado”, declarou.

Guga Pet também relatou dificuldades internas enquanto esteve à frente de secretaria municipal, afirmando que houve tentativa de enfraquecer sua gestão.“Eu estava sendo boicotado. Queriam que eu não fizesse uma boa gestão para depois criticar. E eu não aceito isso, muito menos quando envolve a causa animal”, afirmou.

Apesar das divergências, o vereador disse que seguirá com uma postura de oposição responsável, votando a favor do que considerar positivo para a cidade e contra o que julgar prejudicial.“Vou continuar elogiando quando a prefeitura acertar e votando contra quando achar que não é bom para João Pessoa”, concluiu.

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