A rede estadual de ensino da Paraíba vai receber o Programa Antes que Aconteça, iniciativa apresentada nesta segunda-feira (9) pela senadora Daniella Ribeiro (PP) durante reunião com gestores educacionais em João Pessoa. O projeto pretende incluir ações permanentes de prevenção à violência contra a mulher no ambiente escolar, alcançando alunos, professores e equipes pedagógicas.

A parlamentar esteve acompanhada do secretário de Educação, Wilson Filho, em um encontro marcado por debates sobre como inserir o tema na rotina das unidades de ensino. O objetivo central é criar estratégias que estimulem o respeito e a igualdade de gênero desde a formação básica, difundindo mecanismos de orientação, denúncia e acolhimento de possíveis vítimas.

Contexto de urgência

A urgência do programa ganha força diante do crescimento dos homicídios cometidos contra mulheres no estado. A Paraíba encerrou 2025 com 36 casos de feminicídio, igualando o recorde negativo de 2019 e registrando aumento de 38% em relação a 2024. Trata-se do maior índice desde a promulgação da Lei do Feminicídio, em 2015.

Ao anunciar a proposta, Daniella Ribeiro destacou que o espaço escolar pode funcionar como rede de proteção e ponto de alerta precoce. “Educar também é cuidar, proteger e salvar vidas”, escreveu a senadora em suas redes sociais após o evento, ressaltando a importância da união entre profissionais da educação e poder público.

Como vai funcionar

O Antes que Aconteça prevê formações para docentes, produção de material didático específico, rodas de diálogo com estudantes e parcerias com serviços de assistência social. A iniciativa inclui ainda palestras com especialistas em direitos humanos e a criação de canais internos para relatar suspeitas de violência doméstica envolvendo a comunidade escolar.

Durante a apresentação, Wilson Filho afirmou que a Secretaria de Educação disponibilizará equipe técnica para acompanhar a implementação e avaliar resultados. As primeiras atividades devem começar no primeiro semestre letivo, com previsão de expansão para todas as regiões do estado até o fim do ano.

Para Daniella Ribeiro, a participação direta das escolas pode reduzir riscos antes que a agressão chegue a níveis extremos. A parlamentar reforçou que o diálogo permanente e a escuta ativa serão pilares da metodologia.

Com essa ação, a Paraíba busca transformar salas de aula em espaços de prevenção, somando-se aos esforços nacionais para conter o avanço dos feminicídios e promover ambientes seguros para mulheres e meninas.

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