Passados dois meses da morte do cabo do Corpo de Bombeiros Militar da Paraíba, Derivaldo do Nascimento Santos, o crime segue sem qualquer resposta concreta das autoridades, reforçando a sensação de impunidade em um caso que envolve a execução de um agente do Estado, em plena zona rural e diante de familiares.
O bombeiro militar foi morto a tiros durante uma tentativa de assalto na comunidade de Inhauá, zona rural do município de Sapé, enquanto praticava atividade física. Na ocasião, houve troca de tiros, resultando na morte de um dos criminosos. O segundo envolvido, Willians Ferreira do Nascimento, conseguiu fugir e permanece foragido, mesmo havendo mandado de prisão expedido em seu desfavor.
De acordo com informações apuradas, Willians Ferreira do Nascimento já responde na Justiça pelos crimes de porte ilegal de arma de fogo, tráfico de drogas e roubo majorado, passando agora a figurar também como investigado por latrocínio, em razão da morte do bombeiro militar.
As investigações estão sendo lideradas e coordenadas pela Delegacia de Polícia Civil de Sapé, porém, até o momento, nenhuma prisão foi efetuada, tampouco foram apresentados resultados práticos que indiquem avanço efetivo no esclarecimento do crime e na responsabilização do suspeito.
Para os familiares, a situação é revoltante. O caso não se trata de mais um episódio comum de violência urbana, mas da morte de um agente público, que foi executado a sangue frio, diante de familiares, em circunstâncias que exigem prioridade máxima, resposta imediata e atuação firme do Estado.
Embora reconheçam as dificuldades inerentes à atividade investigativa, os familiares afirmam que o tempo decorrido, aliado à gravidade extrema do crime e ao histórico criminal do suspeito foragido, torna inadmissível qualquer inércia por parte das autoridades. A cobrança é direta: a Polícia Civil precisa dar uma resposta concreta à sociedade, sobretudo quando o crime atinge um servidor público que dedicou sua vida à proteção da população.
Diante da ausência de resultados, a família passou a cobrar publicamente maior efetividade tanto das forças policiais quanto do sistema de Justiça, exigindo a localização e prisão imediata do foragido, bem como a conclusão célere das investigações, sob pena de se consolidar mais um grave episódio de impunidade.
A família do cabo Derivaldo é representada juridicamente pelos advogados Daniel Alisson e Mirella Cristina, que atuam como assistentes de acusação, acompanhando de perto o inquérito policial e adotando todas as medidas legais cabíveis para garantir a responsabilização penal dos envolvidos.
Mesmo reafirmando confiança nas instituições, os Advogados deixam claro que não aceitarão o silêncio do Estado. A memória do cabo Derivaldo exige respostas, justiça e punição exemplar, para que crimes dessa natureza não sejam tratados com indiferença e para que a morte de um agente público não caia no esquecimento, acrescentou Alisson.



