Uso de medicamentos pode ampliar tratamento da obesidade no SUS, avalia diretoria do Santa Isabel - Foto: Reprodução

A diretora do Hospital Municipal Santa Isabel, Adriana Lobão, destacou a importância de ampliar as alternativas de tratamento para pacientes com obesidade atendidos pela rede pública de saúde. Ela afirmou que a inclusão de terapias medicamentosas representa um avanço na linha de cuidado, especialmente para pacientes que aguardam cirurgia bariátrica.

Segundo Adriana, atualmente mais de 700 pacientes já passaram pela triagem no hospital e estão na fila para a realização do procedimento cirúrgico. “Antes, a única possibilidade terapêutica era operar. Hoje, com essa alternativa, podemos oferecer um acompanhamento clínico sério, com medicação e reeducação alimentar, enquanto esses pacientes aguardam”, explicou. A diretora ressaltou ainda que, mesmo com todas as salas cirúrgicas disponíveis, o tempo necessário para atender toda a demanda é elevado.

A fala da diretoria ocorre após a apresentação, no mês de abril, de um projeto de lei do deputado federal Mersinho Lucena (PP), que propõe a criação de um Programa Nacional de Assistência voltado ao tratamento da obesidade grau 3 por meio da reeducação alimentar e do uso de medicamentos como alternativa à cirurgia bariátrica.

O texto do projeto prevê que o medicamento Mounjaro, cujo princípio ativo é a tirzepatida, seja fornecido pelo Sistema Único de Saúde (SUS), com acompanhamento clínico contínuo. De acordo com o parlamentar, a proposta busca oferecer um tratamento menos invasivo e mais acessível, ampliando as opções disponíveis na rede pública.

Adriana Lobão avaliou que a iniciativa pode trazer impactos positivos diretos para pacientes que hoje aguardam na fila da bariátrica. “É uma linha específica para sobrepeso e obesidade, que pode mudar a realidade de muita gente”, afirmou em entrevista ao programa Ô Paraíba Boa, da rádio 100.5FM.

A discussão sobre o uso do medicamento ganha ainda mais respaldo após a aprovação do Mounjaro pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para o tratamento de sobrepeso e obesidade. A autorização do fármaco, produzido pela farmacêutica Eli Lilly, foi oficializada por meio de resolução publicada no Diário Oficial da União (DOU) em 9 de junho deste ano, o que reforça a possibilidade de sua incorporação a políticas públicas de saúde, caso o projeto avance no Congresso Nacional.

Confira a entrevista com Adriana Lobão no Ô Paraíba Boa:

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