O diretor da Penitenciária Desembargador Flósculo da Nóbrega, o presídio do Róger, em João Pessoa, Edmilson Alves, conhecido como “O Selva”, esclareceu os procedimentos adotados após a entrada do cantor João Lima na unidade prisional. As explicações foram dadas em meio a especulações sobre supostas regalias ao artista dentro do sistema penitenciário.
Em entrevista ao programa Meio-Dia Paraíba, da rádio Pop FM, Edmilson Alves afirmou que a entrada de João Lima seguiu rigorosamente os protocolos adotados para presos provisórios. Segundo ele, o Róger funciona como unidade de triagem do sistema prisional da Paraíba. “O presídio do Róger é um presídio de entrada. Toda pessoa que tem prisão decretada, primeiramente, passa pelo Róger”, explicou.
O diretor destacou que está à frente da unidade desde 2019 e ressaltou as mudanças ocorridas nos últimos anos. De acordo com Edmilson, o presídio, que antes era marcado por episódios de violência, passou por um processo de reorganização. “Desde 2019, nós não tivemos motim, rebelião ou homicídio. A gente vem conseguindo fazer um trabalho sério e responsável”, afirmou.
Sobre o caso específico do cantor João Lima, Edmilson esclareceu que a permanência dele na unidade se dá exclusivamente em razão da prisão preventiva decretada pela Justiça. “Ele está no Róger porque a preventiva foi decretada e ele ficará lá à disposição da Justiça até nova decisão”, disse.
Questionado se esse procedimento é padrão para prisões preventivas, o diretor confirmou que sim, citando outros casos semelhantes. “As prisões preventivas, não só a dele, seguem esse fluxo. Existem outros presos nessa condição na unidade”, explicou.
Edmilson também detalhou que há exceções previstas em lei para o encaminhamento a presídios especiais, como nos casos de prisão por pensão alimentícia, que não são direcionados ao Róger, além de categorias específicas como advogados, policiais e religiosos. “Fora esse rol, todos os demais vão para o Róger”, afirmou.
Por fim, o diretor esclareceu que possuir curso superior não garante mais o direito a cela ou presídio especial. “O curso superior, por si só, não assegura esse benefício. Esse entendimento não é mais aplicado”, concluiu.
As declarações reforçam que, segundo a direção da unidade, João Lima está submetido às mesmas regras e procedimentos aplicados a qualquer outro preso provisório no sistema penitenciário estadual.
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