Psicóloga e sexóloga Danielle Azevedo, durante entrevista ao programa Ô Paraíba Boa.

Durante entrevista ao programa Ô Paraíba Boa, da 100.5 FM, nessa semana, a psicóloga e sexóloga Danielle Azevedo falou sobre frequência sexual, qualidade das relações, saúde emocional e a importância da conexão afetiva dentro dos relacionamentos.

Ao ser questionada sobre a frequência ideal de relações sexuais, Danielle destacou que qualidade é mais importante do que quantidade. “É bom todos os dias meia-boca ou é melhor uma vez daquele jeito?”, questionou durante a entrevista.

A sexóloga afirmou que o sexo precisa acontecer com vontade e entrega genuína. “Sexo bom é sexo com vontade, gente”, disse.

Segundo ela, a relação íntima começa pelo amor-próprio e pelo bem-estar individual. “Eu sempre falo que o sexo não é para o outro. Você se come antes de tudo”, afirmou.

Danielle também ressaltou que o autoconhecimento e o cuidado consigo mesmo refletem diretamente na vida sexual. “Quando a gente dorme bem, se alimenta bem, se exercita e se ama, nós temos essa propriedade de estar assumindo esse complementar no outro”, explicou.

Em um dos momentos mais repercutidos da entrevista, ela definiu o sexo como “a cereja do bolo” dentro da qualidade de vida. “O sexo vem apenas como cereja do bolo”, declarou.

A psicóloga ainda falou sobre o impacto da rotina acelerada na vida íntima dos casais. “A exaustão mental, o estresse do dia a dia, os pensamentos com trabalho, filhos e problemas acabam influenciando totalmente”, disse.

Para Danielle, é necessário desacelerar e criar momentos de conexão consigo mesmo. “Você precisa entender que aquele momento é importante para você”, comentou.

Ela também destacou a importância do sono e do equilíbrio emocional. “Quando você tem o sono adequado, você tem uma estabilidade emocional muito diferente de quem convive com a insônia”, afirmou.

Durante o debate, Danielle comentou diferenças emocionais entre homens e mulheres na construção da intimidade e afirmou que, para muitas mulheres, a relação sexual começa antes do ato em si. “É uma mensagem de carinho, um gesto, um beijo inesperado… essas são as preliminares”, explicou.

Ao final, ela alertou para relações em que a mulher se sente apenas objetificada sexualmente. “A conexão afetiva fica muito escassa quando a mulher não se sente reconhecida dentro da relação”, concluiu.

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