Presidente da Fundação Napoleão Laureano, Marcelo Lucena, durante entrevista - Foto: Reprodução.

A Fundação Napoleão Laureano vem ampliando a estrutura de atendimento oncológico na Paraíba e avançando na descentralização dos serviços para reduzir o deslocamento de pacientes do interior até João Pessoa. Durante entrevista ao Senso Crítico, da FGTV, nesta sexta-feira (11), o presidente da Fundação, Marcelo Lucena, destacou a expansão tecnológica do hospital e a implantação de unidades no Sertão e no Cariri.

Entre os equipamentos citados estão um tomógrafo de 80 canais, duas ressonâncias magnéticas, novos mamógrafos e um acelerador linear utilizado no tratamento radioterápico. O hospital também conta com cirurgia robótica e, segundo Marcelo, já ultrapassou a marca de 100 procedimentos realizados com a tecnologia em pacientes do SUS. “Já realizamos mais de 100 cirurgias robóticas em pacientes também do SUS e isso nos orgulha muito”, afirmou.

Marcelo também destacou a ampliação dos tratamentos realizados na própria Paraíba. Segundo ele, o Laureano passou a realizar transplantes de medula óssea e também incorporou a iodoterapia, reduzindo a necessidade de deslocamento dos pacientes para outros estados. “O Laureano hoje encampou todo tipo de tratamento oncológico. Então, o que tiver de tratamento oncológico e mais moderno, nós temos hoje”, declarou.

A estratégia também avança para o interior. A unidade de Sousa já está em funcionamento, enquanto Cajazeiras tem inauguração prevista para dezembro e Serra Branca, no Cariri, deve receber uma unidade entre janeiro e fevereiro de 2027. “A ideia da Fundação Laureano é descentralizar a maior parte dos serviços, transferir também para Sousa”, explicou Marcelo.

Segundo o presidente, a medida busca diminuir o impacto físico e emocional provocado pelas longas viagens. “Muita gente percorre mais de 500 quilômetros com essa problemática, sofrendo, buscando tratamento. (…) O que é gratificante é você ver a alegria dos pacientes em conseguir fazer seu tratamento dentro de casa, pertinho de casa, vai lá, faz seu tratamento e já volta para casa junto da família”, afirmou. A Fundação também iniciou obras para a construção de 50 leitos destinados a cuidados paliativos.

Assista a entrevista ao programa Senso Crítico da FGTV:

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