Um homicídio marcado por extrema violência chocou moradores de Cicerolândia, distrito de Santa Rita, na Região Metropolitana de João Pessoa. Na área onde ocorrem as obras do Arco Metropolitano, um homem foi localizado sem vida apresentando ferimentos graves que evidenciam tortura.

Informações repassadas pela Polícia Civil apontam que a vítima tinha mais de 30 perfurações provocadas por disparos de arma de fogo. Além dos tiros, o corpo exibia profundos cortes compatíveis com golpes de foice ou facão. As duas mãos foram arrancadas e as pernas estavam amarradas, quadro que reforça o caráter brutal do crime.

Delegado destaca crueldade dos agressores

O delegado Douglas Garcia, responsável pelas diligências iniciais, descreveu o cenário como revelador do “grau de crueldade” dos autores. Ele relatou que a multiplicidade de lesões e a mutilação indicam premeditação e possível intenção de enviar mensagem a rivais.

Hipótese de ação de facção criminosa

Durante as primeiras apurações, agentes da Polícia Civil levantaram a possibilidade de envolvimento de uma facção atuante na região. A forma como o crime foi executado reforça essa linha investigativa. A identidade da vítima e o histórico criminal ainda estão em fase de verificação para auxiliar na definição de motivação e na busca pelos responsáveis.

Investigação em andamento

Peritos do Instituto de Polícia Científica estiveram no local para coletar vestígios que possam ajudar na reconstituição dos fatos. Cápsulas deflagradas, impressões digitais e eventuais objetos usados na agressão foram recolhidos para análise laboratorial. A expectativa da equipe é utilizar imagens de câmeras próximas às obras do Arco Metropolitano e depoimentos de moradores como complemento às provas materiais.

A Polícia Civil pretende ampliar as oitivas nos próximos dias, incluindo familiares do homem assassinado e possíveis testemunhas que frequentam a área. O delegado Douglas Garcia reforçou que qualquer informação anônima sobre movimentações estranhas ou veículos suspeitos será avaliada com prioridade. Não há prazo definido para conclusão do inquérito, mas a corporação assegura empenho total para elucidar o assassinato.

Até o momento, nenhum suspeito foi detido. O corpo foi removido para o Instituto de Medicina Legal em João Pessoa, onde passará por exames detalhados que deverão confirmar o calibre das armas utilizadas, o tipo de objeto cortante empregado nas mutilações e o horário provável da morte.

A população de Santa Rita permanece apreensiva diante do episódio, enquanto as autoridades reforçam patrulhamentos na localidade para inibir novas ações violentas e coletar pistas que levem à prisão dos executores.

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