Agentes da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) iniciaram uma força-tarefa para bloquear focos do Aedes aegypti em unidades de ensino da rede municipal de João Pessoa. O trabalho, conduzido pela Gerência de Vigilância Ambiental (GVAZ), concentra-se inicialmente em bairros que apresentaram índices elevados de ovos do mosquito, identificados por meio do monitoramento com ovitrampas.
O esforço foi antecipado em razão da combinação de calor intenso e chuvas frequentes típica deste início de ano. Esse cenário favorece água parada, condição indispensável para a deposição de ovos, além de acelerar o ciclo de vida do inseto. A medida busca proteger alunos e trabalhadores antes do retorno às aulas presenciais.
Vistorias minuciosas dentro e fora das escolas
No percurso pelas instituições, os Agentes de Combate às Endemias percorrem áreas internas e externas. O roteiro inclui inspeção de calhas, caixas-d’água, depósitos expostos, vasos de plantas, ralos, bandejas de geladeiras, lajes e bebedouros. Toda superfície capaz de acumular líquido recebe atenção especial. Sempre que necessário, os profissionais aplicam larvicidas ou eliminam recipientes propícios à proliferação do vetor.
A operação não se limita ao mosquito. As equipes verificam pontos que possam servir de abrigo para animais sinantrópicos, como roedores e pombos, além de locais vulneráveis à presença de animais peçonhentos. Ao constatar riscos, são adotadas medidas corretivas e emitidas orientações específicas aos responsáveis pelas escolas.
Atividade educativa reforça prevenção contínua
Outra etapa da ação envolve palestras a serem realizadas com o início do ano letivo. Alunos, professores e demais servidores receberão orientações sobre eliminação de criadouros e sinais de alerta para arboviroses. A abordagem busca fortalecer a vigilância sanitária dentro da comunidade escolar e incentivar hábitos preventivos desde a infância.
Para a gerente de Vigilância Ambiental, Juliana Trigo, intensificar as visitas neste período é decisivo para reduzir a infestação do Aedes na cidade. Ela destaca que a intervenção prévia em ambientes coletivos, como as escolas, cria uma barreira de proteção adicional e diminui o risco de transmissão de dengue, chikungunya e zika.

O cronograma de inspeções seguirá até que todas as unidades da rede municipal recebam a vistoria completa. A SMS reforça que, mesmo após esse ciclo, as escolas devem manter rotina constante de limpeza e monitoramento, eliminando qualquer recipiente que acumule água parada.
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