O Dia Internacional da Mulher costuma vir acompanhado de homenagens, flores e discursos. Tudo válido. Mas a data também serve para lembrar uma contradição que ainda existe na política brasileira: as mulheres são maioria entre os eleitores, mas continuam sendo minoria nos espaços onde as decisões são tomadas.
Nas urnas, elas têm força para decidir eleições. No Congresso, nas assembleias e nas câmaras municipais, porém, essa força ainda não aparece na mesma proporção. A política segue sendo, em grande parte, um ambiente dominado por homens.
As cotas de gênero ajudaram a abrir portas, mas sozinhas não resolvem o problema. Não basta preencher vaga em chapa eleitoral. É preciso que mais mulheres disputem de verdade, ocupem posições estratégicas e assumam papel de liderança.
No fundo, a política precisa entender que a presença feminina não é apenas uma obrigação legal. É uma necessidade da própria democracia.
Neste Dia da Mulher, a reflexão é simples: se elas já são maioria nas urnas, está mais do que na hora de também serem maioria nas decisões.




