Hoje, 31 de dezembro de 2025, o calendário se encerra, mas a política paraibana não fecha para balanço. Pelo contrário. O último dia do ano escancara que 2025 terminou deixando mais perguntas do que respostas e empurrou para 2026 decisões que podem mudar o xadrez político.
A sucessão estadual está em curso e três nomes se destacam na disputa pelo Governo da Paraíba: Cícero Lucena, Lucas Ribeiro e Efraim Morais. Apesar das movimentações, nenhum deles entra no próximo ano com o cenário totalmente definido.
Uma das indefinições envolve a família Toscano, que optou por adiar a escolha de palanque. Nos bastidores, a tendência aponta para um alinhamento com Cícero Lucena, enquanto Efraim Morais já trabalha com a possibilidade de não contar mais com esse apoio.
Outra decisão estratégica segue em aberto: o posicionamento do PT na Paraíba. O partido do presidente Lula ainda não definiu se permanece na base do governador João Azevêdo, fortalecendo o projeto de Lucas Ribeiro, ou se migra para o campo das oposições, abrindo espaço para um apoio a Cícero Lucena, movimento que passa pela influência do senador Veneziano Vital do Rêgo.
O grupo Cunha Lima também segue dividido. Apesar dos sinais de aproximação com Cícero Lucena, o prefeito de Campina Grande, Bruno Cunha Lima, já declarou apoio a Efraim Morais, evidenciando divergências internas ainda não resolvidas.
O fim de 2025 deixa claro que alianças foram testadas, mas não oficializadas. Em 2026, não haverá mais espaço para adiamentos. Cada gesto, cada silêncio e cada decisão terá peso definitivo.
O jogo está em andamento. E quem errar o próximo movimento pode pagar um preço alto antes mesmo da campanha começar.




