O candidato a deputado federal Nilvan Ferreira (PL) classificou, em entrevista ao portal Fonte83 nesta quinta-feira (17), o reajuste de 15,04% do Bolsa Família anunciado pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) como uma “medida de desespero” às vésperas das eleições. Apesar de afirmar ser favorável ao aumento da renda das famílias beneficiárias, Nilvan criticou o momento escolhido pelo governo para conceder o reajuste.
Durante a entrevista, Nilvan afirmou que o aumento deveria ter sido concedido anteriormente e relacionou a medida à disputa eleitoral. “Acho que deixa claro aí que o governo está num processo de desespero grande. Isso é medida de desespero. Faltando 15 dias praticamente para a eleição, o cara inventa de dar aumento em Bolsa Família”, declarou. Na sequência, o candidato afirmou ser favorável ao reajuste, mas fez um apelo eleitoral aos beneficiários: “Receba o aumento do desespero do Lula (…) e vote 22. (…) Vote Flávio Bolsonaro”.
Nilvan também comparou o reajuste anunciado pelo governo Lula com medidas adotadas durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Segundo ele, o aumento poderia ter sido concedido antes do período eleitoral. A declaração ocorre no mesmo dia em que o governo federal anunciou a atualização de 15,04% no programa, elevando o valor mínimo por família de R$ 600 para R$ 691. O benefício médio também passará de R$ 675 para R$ 777.
De acordo com as informações divulgadas pelo governo, os novos valores começam a valer em outubro, com os pagamentos previstos a partir de 19 de outubro, entre o primeiro turno, marcado para 4 de outubro, e o eventual segundo turno, em 25 de outubro. Segundo o Ministério do Planejamento, o reajuste representa uma reposição da inflação acumulada desde o início do governo Lula, em 2023, até agosto de 2026.
A declaração de Nilvan ocorre no contexto da campanha eleitoral para 2026 e se soma às críticas feitas por outros candidatos ao reajuste. Nesta quinta-feira, Renan Santos (Missão) também anunciou que pretende acionar o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra a medida e classificou o aumento como uma suposta “compra de voto”.



