O governador e candidato à reeleição Lucas Ribeiro (PP) é quem declarou o maior volume de recursos para a campanha eleitoral entre os candidatos da Paraíba, segundo a prestação de contas parcial divulgada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nesta terça-feira (15). Lucas informou R$ 7,61 milhões em receitas, valor que supera o limite de gastos estabelecido para a disputa pelo Governo da Paraíba no primeiro turno.

Ao todo, os candidatos paraibanos declararam R$ 145,91 milhões em receitas até o momento. Desse montante, R$ 135,97 milhões são provenientes de recursos públicos, enquanto R$ 9,94 milhões têm origem privada. Entre os candidatos ao Governo, Efraim Filho (PL) aparece na segunda colocação, com R$ 6,89 milhões, seguido por Cícero Lucena (MDB), que declarou aproximadamente R$ 5 milhões. Cícero é quem recebeu o maior volume de doações privadas entre os três, com R$ 58 mil, contra R$ 30 mil de Lucas e R$ 24,8 mil de Efraim.

Senado e Câmara Federal

Na disputa pelas duas vagas ao Senado Federal, o maior volume de recursos declarados é o do ex-ministro Marcelo Queiroga (PL), com R$ 3,81 milhões, praticamente o mesmo valor do limite de gastos estabelecido para os candidatos ao cargo na Paraíba. Na sequência aparecem o ex-governador João Azevêdo (PSB), com R$ 3 milhões, e o senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB), candidato à reeleição, com R$ 2,8 milhões. Entre os três, João é quem declarou o maior volume de recursos privados, com R$ 435 mil.

Para a Câmara dos Deputados, o deputado estadual Tião Gomes (PSB) aparece no topo, com aproximadamente R$ 2,8 milhões em receitas declaradas. O limite de gastos para deputado federal é de cerca de R$ 3,17 milhões. Cabo Gilberto (PL) também aparece com aproximadamente R$ 2,8 milhões, enquanto George Morais (PL) declarou R$ 2,4 milhões. No caso de Tião, a prestação registra recursos públicos e doações privadas, incluindo R$ 500 mil do fundo partidário.

Disputa para a Assembleia Legislativa

Entre os candidatos a deputado estadual, Olivia Motta (Republicanos), irmã do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, aparece com a maior receita declarada até agora, com R$ 1,2 milhão. O valor se aproxima do limite de gastos de aproximadamente R$ 1,27 milhão para a disputa pela Assembleia Legislativa.

Na sequência aparecem a deputada estadual Cida Ramos (PT), presidente estadual do partido, e Fernanda Alvino (União Brasil), ambas com R$ 1 milhão em receitas declaradas. Os números ainda podem ser alterados à medida que novas movimentações sejam registradas e informadas à Justiça Eleitoral.

Republicanos lidera entre os partidos

Entre as legendas, o Republicanos apresenta o maior volume de recursos declarados para as eleições na Paraíba, com mais de R$ 8 milhões provenientes do fundo de campanha. O MDB aparece na sequência, com R$ 3,6 milhões, embora, nesse caso, a verba indicada tenha origem em doações privadas. Já Novo, PCdoB e PT não registravam, até o momento considerado na prestação parcial, recursos recebidos diretamente.

Os dados divulgados nesta terça-feira correspondem à movimentação financeira e aos recursos estimáveis em dinheiro registrados pelas candidaturas e partidos até 8 de setembro. O envio das prestações à Justiça Eleitoral ocorreu entre 9 e 13 de setembro. As informações continuam sujeitas a alterações durante a campanha.

A prestação parcial é uma exigência da legislação eleitoral e permite o acompanhamento público da arrecadação e dos gastos das campanhas. Segundo o TSE, a ausência da prestação parcial no prazo ou o envio de informações que não correspondam à movimentação real dos recursos é considerado irregularidade grave e poderá ser analisado no julgamento das contas finais.

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