O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) já deferiu o registro de oito das 13 candidaturas apresentadas para a Presidência da República nas eleições de 2026. Com as decisões, Edmilson Costa (PCB), Flávio Bolsonaro (PL), Hertz Dias (PSTU), Lula (PT), Ronaldo Caiado (PSD), Rui Costa (PCO), Samara Martins (UP) e Romeu Zema (Novo) estão oficialmente aptos a disputar o cargo. Outros cinco candidatos ainda aguardam o julgamento de seus registros pela Justiça Eleitoral.

Entre os nomes que aparecem entre os mais bem pontuados na última pesquisa Quaest, Augusto Cury (Avante) e Renan Santos (Missão) ainda dependem de decisão do TSE. Também estão pendentes os registros de Clariana Barão (DC), Wilson Grassi (Democrata) e Pablo Marçal (PRTB). No caso de Marçal, o cenário é mais delicado: o empresário registrou sua candidatura nos minutos finais do prazo eleitoral e está inelegível até 2032, situação que coloca seu registro sob forte escrutínio da Justiça Eleitoral.

Renan Santos também teve o julgamento de sua candidatura adiado. A análise estava prevista para começar em 31 de agosto, mas o ministro Dias Toffoli apontou possíveis irregularidades relacionadas à campanha e postergou o início do julgamento. O candidato chegou a ter parte de sua campanha digital proibida por decisão do ministro, mas Toffoli posteriormente reviu a medida e autorizou novamente os perfis ligados à candidatura.

Pelo calendário eleitoral, a Justiça Eleitoral tem até 14 de setembro para concluir o julgamento dos registros de candidatura. A data vale para o TSE nas disputas presidenciais e para os Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) nos demais cargos. Candidaturas que eventualmente sejam consideradas inaptas, mas ainda tenham possibilidade de recurso, poderão aparecer nas urnas com a indicação de que estão “sub judice”, até que haja uma decisão definitiva sobre o registro.

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