O economista Giuseppe Severgnini explicou, durante o programa Senso Crítico, da FGTV, apresentado pelo jornalista Klauber Beserra nesta quinta-feira (3), o que pode mudar na prática com o avanço da proposta que prevê o fim da escala 6×1. A análise ocorre após a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado aprovar, na quarta-feira (2), o texto-base da PEC que reduz a jornada semanal de trabalho.
Segundo Severgnini, a mudança pode produzir efeitos positivos sobre a qualidade de vida e também sobre a economia, mas exige equilíbrio para evitar impactos negativos sobre empresas e empregos. “O primeiro ponto do lado positivo é a melhoria da qualidade de vida. Mais tempo para reduzir os efeitos da fadiga e melhorar o equilíbrio entre o trabalho e a vida pessoal”, afirmou.
O economista também destacou a possibilidade de aumento do consumo e de produtividade. “Além disso, há mais tempo para o lazer, o entretenimento, os estudos e isso ajuda a dinamizar a economia, gerando mais consumo, que tem um papel essencial no produto interno bruto, o PIB, e possibilitando novos empregos”, explicou. Ele citou dados baseados na PNAD Contínua, segundo os quais mais de 20 milhões de trabalhadores cumprem jornadas superiores a 44 horas semanais.
Ao mesmo tempo, Severgnini chamou atenção para os custos da mudança. “A redução de 44 para 40 horas semanais, mantendo os mesmos salários, pode levar a um aumento do custo por hora trabalhada”, afirmou. Para ele, o principal desafio será encontrar equilíbrio entre qualidade de vida, produtividade e competitividade das empresas, enquanto o Senado ainda discute quando levará a PEC ao plenário.




