A retomada dos trabalhos legislativos na Câmara Municipal de Campina Grande (CMCG), nesta terça-feira (21), deve recolocar em evidência um dos principais impasses políticos da Casa de Félix Araújo: a aprovação da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2027. O tema ficou pendente antes do recesso parlamentar e volta ao centro do debate com questionamentos apresentados pela bancada de oposição.
A votação ocorreu em sessão extraordinária realizada no dia 30 de junho, já durante o período de recesso. Na ocasião, os vereadores da oposição deixaram o plenário em protesto contra a condução dos trabalhos. Mesmo sem a participação do bloco oposicionista, os parlamentares da base governista aprovaram o projeto, que posteriormente foi sancionado pelo prefeito Bruno Cunha Lima (União Brasil).
O principal questionamento da oposição diz respeito ao quórum necessário para a aprovação da matéria. Segundo o grupo, a LDO exigia o voto favorável de, no mínimo, 12 vereadores. Embora a base do governo conte com 13 parlamentares, o presidente da sessão, Luciano Breno (Avante), não votaria, e a ausência da vereadora Ivonete Ludgério (PSD) teria reduzido o número de votantes para 11, quantidade considerada insuficiente para validar a deliberação.
Em nota divulgada no mesmo dia da votação, a oposição também contestou o período em que a sessão permaneceu suspensa e afirmou que solicitará a anulação do procedimento. O bloco sustenta que houve irregularidades na condução dos trabalhos e defende a realização de uma nova apreciação da proposta orçamentária.
Com o fim do recesso, a expectativa é de que o tema domine as primeiras discussões do segundo semestre legislativo. Caso a Mesa Diretora rejeite o pedido de anulação da sessão, a oposição afirma que recorrerá às instâncias competentes para tentar reverter a aprovação da LDO de 2027, mantendo o embate político em evidência na Câmara de Campina Grande.
Bruno Cunha Lima sanciona LDO de 2027, mas votação na Câmara de Campina Grande pode ser anulada



