O deputado federal Cabo Gilberto Silva (PL–PB), líder da oposição na Câmara dos Deputados, comentou nesta segunda-feira (29) sobre a carreata prevista para recepcionar o pré-candidato a presidência da República e senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em Campina Grande, programada para a próxima sexta-feira (3). A manifestação ocorre em meio à discussão sobre o caráter do evento e possíveis questionamentos na Justiça Eleitoral.
Durante entrevista ao programa Cabo Gilberto reage à ação do PSOL no TRE-PB contra carreata de Flávio Bolsonaro em Campina Grande e chama denúncia de “fake news”, da rádio Correio 98 FM, Cabo Gilberto criticou as alegações envolvendo o ato e rebateu as acusações feitas por adversários políticos. “Isso é mais uma fake news desse partido que não tem votos. Fica só entrando com ação na Justiça para querer aparecer”, afirmou o parlamentar.
As declarações ocorrem após o pré-candidato ao Governo da Paraíba pelo PSOL, Olímpio Rocha, usar as redes sociais para endurecer o discurso contra a visita do senador Flávio Bolsonaro à cidade. O episódio ganhou repercussão após o partido ingressar com representação no Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB).
O PSOL e a Federação PSOL-Rede protocolaram ação no TRE-PB solicitando a suspensão da carreata prevista para o dia 3 de julho em Campina Grande. A representação também cita Flávio Bolsonaro, o senador Efraim Filho, o ex-ministro da Saúde Marcelo Queiroga, o deputado Cabo Gilberto Silva, o vereador Fábio Lopes e o diretório estadual do Partido Liberal (PL).
Na petição, a legenda argumenta que a convocação para uma “grande carreata”, com percurso entre o aeroporto e o Centro da cidade, pode configurar campanha eleitoral antecipada. O partido também solicita que a Justiça Eleitoral impeça atos semelhantes, como passeatas, bandeiraços, adesivaços e eventos com carros de som, além da retirada de publicações de convocação, sob pena de multa.
A visita de Flávio Bolsonaro, inicialmente prevista para o dia 4 de julho, foi antecipada para o dia 3 e terá agenda em Campina Grande, segundo divulgações feitas nas redes sociais por Marcelo Queiroga e Fábio Lopes. O PSOL afirma que não busca impedir a presença do senador na Paraíba, mas questiona apenas a realização de atos públicos que, segundo a sigla, podem configurar campanha fora do prazo permitido pela legislação eleitoral.





