O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos), reagiu nessa terça-feira (16) à repercussão do vídeo gravado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em apoio à reeleição do senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB) e classificou as críticas e especulações em torno do episódio como sinal de “desespero” do adversário político.

Segundo Motta, durante entrevista à imprensa, em Brasília, a gravação não altera o cenário eleitoral paraibano ou compromete a relação construída entre seu grupo político e o governo federal. A declaração ocorre após a divulgação do vídeo em que Lula pede votos para Veneziano, um dos concorrentes diretos do ex-prefeito de Patos, Nabor Wanderley (Republicanos), pai do presidente da Câmara.

“Deve ter esse desespero de quem está vendo a eleição. Ele [Veneziano] está enxergando o cenário na Paraíba de crescimento nosso. O governador está crescendo, está muito bem. O meu pai, na hora que começa a tracionar, ele [Veneziano] se desespera, se pega como o único bastião de sobrevivência: o prestígio do presidente Lula”, disse.

“É desespero total, inclusive queimando a largada do processo eleitoral”, concluiu.

Nos bastidores de Brasília, aliados de Hugo também minimizaram os efeitos do gesto de Lula. A avaliação é de que o apoio ao senador emedebista não representa rompimento político nem altera a construção da aliança que reúne PT, Republicanos, PP e PSB na Paraíba, tese defendida, inclusive, pela executiva estadual das legendas.

A leitura do grupo político ligado ao presidente da Câmara é que a exploração do episódio por adversários teria mais relação com a tentativa de criar desgaste eleitoral do que com um impacto concreto na disputa pelo Senado. Por isso, Hugo tem tratado a repercussão com tranquilidade e evitado transformar o assunto em conflito público com o Palácio do Planalto.

Entenda
O episódio ganhou repercussão porque Lula gravou um vídeo defendendo a recondução de Veneziano ao Senado, destacando a parceria construída durante seu governo. A manifestação foi interpretada como um gesto político relevante em uma disputa que também envolve Nabor Wanderley e o ex-governador João Azevêdo (PSB).

Apesar do desconforto registrado nos bastidores, interlocutores de Hugo Motta afirmam que a relação institucional com Lula permanece preservada e que a prioridade segue sendo a construção da chapa governista para as eleições de 2026.

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