O programa Fantástico, da TV Globo, vai exibir neste domingo (7) imagens e áudios inéditos da investigação que resultou na prisão do delegado Braz Morroni e de dois agentes da Polícia Civil da Paraíba, suspeitos de integrar uma organização criminosa envolvida em desvio e comercialização ilegal de drogas apreendidas em operações policiais.
A reportagem especial será conduzida pelo jornalista Maurício Ferraz, que esteve em João Pessoa para acompanhar de perto os desdobramentos da Operação Perfidus, deflagrada na última terça-feira (2) pelo Ministério Público da Paraíba e pela Polícia Civil.
De acordo com as investigações, o grupo criminoso seria formado por policiais civis e integrantes de uma facção criminosa. Ao todo, oito pessoas tiveram mandados de prisão cumpridos durante a operação, entre elas o delegado Braz Morroni e os agentes Everton Aires e Eduardo Jorge Ferreira.
Segundo a Polícia Civil, a organização utilizava informações privilegiadas e a própria estrutura do Estado para favorecer atividades criminosas ligadas ao tráfico de drogas. As investigações apontam que parte dos entorpecentes apreendidos em operações era desviada e posteriormente comercializada de forma ilegal.
Na chamada divulgada pela TV Globo, uma das imagens mostra o agente Everton Aires em um áudio relacionado às investigações sobre o suposto esquema de desvio de drogas.
Além das prisões, a Justiça determinou o cumprimento de 24 mandados de busca e apreensão e o bloqueio de aproximadamente R$ 10 milhões em bens e valores dos investigados. Uma pessoa também foi presa em flagrante durante a operação.
A Operação Perfidus ganhou grande repercussão após revelar indícios de envolvimento de agentes públicos com atividades criminosas. Conforme a investigação, integrantes da organização teriam utilizado a aparência de legalidade proporcionada pelo exercício da função policial para realizar ações ilícitas e favorecer o tráfico de drogas.
Após a prisão de Braz Morroni, a Polícia Civil da Paraíba confirmou a nomeação da delegada Emília Ferraz para assumir a titularidade da Delegacia de Crimes Contra o Patrimônio (DCCPAT), em João Pessoa. Morroni era responsável pela unidade até ser afastado do cargo.
A corporação também informou que os policiais investigados foram afastados de suas funções e que procedimentos administrativos foram instaurados para apurar a conduta dos envolvidos.
A exibição da reportagem no Fantástico amplia a repercussão nacional do caso, considerado uma das maiores operações recentes de combate à infiltração do crime organizado em estruturas da segurança pública paraibana.




