A ex-secretária de Estado da Mulher e da Diversidade Humana pré-candidata a deputada federal Lídia Moura (PSB) demonstrou resistência à possibilidade de o Partido Socialista Brasileiro abrir mão da vaga de vice-governador na chapa da base governista para as eleições de 2026. A declaração foi dada nesta terça-feira (2), durante entrevista ao programa Hora H, da Rede Mais.
Ao comentar as articulações para a formação da chapa majoritária, Lídia destacou a força política do PSB na Paraíba e afirmou que a legenda possui história, representatividade e quadros qualificados para reivindicar espaço na composição governista.
Segundo ela, caso exista uma discussão aberta sobre a definição da vaga de vice, o partido tem legitimidade para participar do debate e apresentar nomes competitivos para a função. “Eu lamento. Eu acho que o PSB tem tamanho, tem nome, acho que pode sim debater sobre isso, porque se houver um campo aberto, por que não? O PSB pode inverter a questão anterior. Antes era PSB e PP, agora por que não PP e PSB?”, declarou.
A socialista ressaltou ainda que o partido reúne lideranças capazes de assumir responsabilidades em uma eventual chapa majoritária. Para ela, há nomes qualificados entre pré-candidatos a deputado estadual, deputado federal e outras lideranças que integram a legenda.
Lídia também lembrou o protagonismo do PSB na política paraibana nas últimas décadas. De acordo com a pré-candidata, o partido construiu uma trajetória sólida no estado e mantém papel central na condução do projeto político que governa a Paraíba há cerca de 20 anos. “Tem quadros, com toda a certeza. Entre os candidatos a estaduais e federais e outras lideranças. É um partido forte, é um partido que está governando a Paraíba há duas décadas”, afirmou.
A declaração acontece em meio às discussões sobre a formação da chapa governista, que será encabeçada pelo governador Lucas Ribeiro (PP). Nos bastidores, diferentes legendas da base têm defendido espaço na composição majoritária, especialmente na disputa pela vaga de vice-governador.
Apesar das movimentações antecipadas, a definição oficial dos nomes que irão compor a chapa ainda deve passar por negociações entre os partidos aliados nos próximos meses. Para Lídia Moura, no entanto, o PSB não pode ser colocado à margem desse processo e deve ter participação ativa nas decisões que definirão o futuro da aliança governista.





