Bruno Farias talvez tenha esquecido que preconceito continua sendo preconceito, mesmo quando vem disfarçado de ironia política. A fala direcionada ao governador João Azevêdo ultrapassa o campo do debate e mergulha em algo muito mais grave: o desrespeito à idade e à trajetória de uma pessoa pública que possui mais de 70% de aprovação popular e uma das carreiras administrativas mais sólidas da história recente da Paraíba.

Quando Bruno tenta reduzir o Senado a “pijama de seda, pantufa e cadeira de papai”, ele não ataca apenas João Azevêdo. Ele atinge milhões de brasileiros acima dos 60 anos que continuam trabalhando, produzindo, liderando empresas, sustentando famílias e ajudando o país a funcionar todos os dias.

É grave. É violento. E é ainda mais assustador vindo de alguém que ocupa um cargo público e deveria dar exemplo de equilíbrio, respeito e responsabilidade institucional.

A declaração revela um preconceito perigoso: a ideia de que envelhecer significa inutilidade, incapacidade ou fim de linha. E isso não é apenas uma fala infeliz. É uma visão atrasada, elitista e discriminatória.

João Azevêdo pode ser criticado politicamente como qualquer homem público. Isso faz parte da democracia. O que não pode ser normalizado é transformar idade em arma política.

O mais curioso é que Bruno escolheu atacar justamente um governador que a população mantém no topo das pesquisas e da aprovação popular. Talvez porque seja mais fácil recorrer ao deboche do que enfrentar números, obras, gestão e resultados.

Lídia Moura tem razão quando classifica a fala como grave e defende a atuação do Ministério Público. Porque preconceito não deixa de ser preconceito apenas porque foi dito em um ambiente político.

A Paraíba merece debate de ideias. Não ataques carregados de discriminação e desrespeito.

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