O cantor João Lima deve deixar o Presídio do Roger, em João Pessoa, ainda nesta terça-feira (26), após a Justiça conceder alvará de soltura no processo em que ele responde por violência doméstica contra a ex-esposa, Raphaella Brilhante. A informação foi dada pela jornalista Jaceline Marques.
A decisão foi expedida pela Terceira Vara Metropolitana do Júri. Segundo informações da defesa, representada pelo advogado Luís Pereira, o documento já foi encaminhado à unidade prisional para cumprimento da medida. Com a liberação, João Lima deverá responder ao processo em liberdade, utilizando tornozeleira eletrônica como medida cautelar.
O cantor está preso desde janeiro deste ano, após o início das investigações envolvendo denúncias de agressões físicas e ameaças contra Raphaella Brilhante. O caso ganhou repercussão após vídeos divulgados nas redes sociais mostrarem episódios de violência dentro da residência do casal.
Na época, a médica procurou a Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher, em João Pessoa, onde registrou boletim de ocorrência.
Após a divulgação das imagens, Raphaella publicou um relato nas redes sociais confirmando as agressões e descrevendo o impacto emocional vivido durante o relacionamento. “É uma dor que atravessa o corpo, a alma e a história”, escreveu.
De acordo com os autos do processo, as agressões registradas por câmeras de segurança ocorreram no dia 18 de janeiro. A denúncia aponta que João Lima teria agredido a vítima com socos, apertos na mandíbula e tentado silenciá-la durante a discussão.
O processo também relata que o cantor teria entregue uma faca à então companheira e mandado que ela tirasse a própria vida.
Segundo a investigação, três dias depois do episódio, João Lima teria ido até a casa da mãe de Raphaella Brilhante, onde novas ameaças teriam sido feitas. Conforme consta no processo, ele teria afirmado que “acabaria com a vida dela” caso o relacionamento não fosse retomado.
A defesa da vítima informou que não havia registros anteriores de violência durante o período de namoro, mas afirmou que as agressões começaram após o casamento, realizado em novembro de 2025.
Em um dos relatos apresentados no processo, Raphaella afirmou que o primeiro episódio de violência ocorreu ainda durante a lua de mel. “Cinco dias depois, quando eu estava na minha lua de mel, ele já me bateu”, declarou.
Segundo os advogados da médica, parte das agressões ocorreu quando o casal já estava separado. Na ocasião, Raphaella havia deixado a residência e voltado a morar com os pais, sem ainda ter tornado públicas as denúncias.
STJ nega habeas corpus e mantém prisão de cantor João Lima acusado de violência contra ex-esposa



