Já tem gente escrevendo roteiro, escolhendo protagonista e até imaginando quem vai subir ao palco na cena final. Pela conversa que corre nos bastidores, André Gadelha entraria nesse filme como coadjuvante ou até mesmo figurante, enquanto Nabor Wanderley ocuparia um dos papéis principais.
Só que política tem uma coisa que vive frustrando quem aposta em final antecipado: quase nunca segue o roteiro.
Todo filme tem aquele personagem que aparece pouco no começo, fala menos ainda e parece estar ali só para compor elenco. A câmera passa rápido, ninguém presta muita atenção e o público já acha que entendeu a história. Até que o personagem começa a ganhar espaço e, quando percebem, já está disputando a cena com quem entrou como estrela.
E é aí que mora o risco de subestimar eleição. Tem figurante que cresce no segundo ato. Tem protagonista que perde força antes dos créditos. E tem filme político que troca o nome no cartaz sem aviso.
Nessa história que começa a ser desenhada nos bastidores, talvez a pergunta não seja quem começou como protagonista. Talvez seja quem vai sair da sala sendo lembrado pelo público.
Porque em política, diferente de Hollywood, nem sempre quem aparece primeiro leva o Oscar. Às vezes, quem entrou como coadjuvante ou até figurante acaba roubando a cena e saindo do filme como protagonista.




