O Departamento de Estradas de Rodagem da Paraíba (DER-PB) afirmou nesta segunda-feira (25) que o problema identificado no Viaduto Luciano Agra, em João Pessoa, não apresenta risco estrutural e foi provocado por falhas na cura do material aplicado em uma junta de dilatação da obra durante o período chuvoso.

A declaração foi dada pelo diretor de operações do DER, Orlando Soares, após a interdição parcial de uma das faixas do viaduto provocar quilômetros de congestionamento na BR-230 desde a noite do domingo (24). “Tivemos esse problema de chuva. A cura do produto não aconteceu da forma adequada por conta da água. Não existe risco estrutural no viaduto”, afirmou durante entrevista ao programa Correio Debate, da rádio Correio 98 FM.

Segundo Orlando Soares, o problema ocorreu especificamente em uma junta de dilatação, estrutura responsável por absorver movimentações naturais do viaduto e provocou desgaste no asfalto e exposição de partes metálicas da via. “Foi apenas o desplacamento da parte da junta. Vamos refazer da maneira correta, mas infelizmente não foi possível interditar totalmente o tráfego no momento da aplicação inicial”, explicou.

Ainda de acordo com o DER, os reparos definitivos serão executados durante as madrugadas desta semana para evitar impactos ainda maiores no trânsito da Capital. “O que a empresa nos prometeu é que em duas madrugadas concluirá o serviço. Vamos trabalhar à noite porque precisamos isolar completamente o trecho para garantir a cura adequada do material”, acrescentou.

O superintendente do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) na Paraíba, Arnaldo Monteiro, afirmou que o órgão federal ainda não recebeu oficialmente a obra do Viaduto Luciano Agra e esclareceu que a execução do projeto foi de responsabilidade do Governo do Estado, por meio do DER-PB. “Essa obra não foi realizada pelo DNIT. Essa obra foi realizada pelo DER, Governo do Estado. E nós não recebemos ainda em definitivo”, declarou.

Segundo Arnaldo Monteiro, o DNIT identificou a falha na junta de dilatação e comunicou o problema à empresa responsável pelos reparos. “Ela apresentou uma falha na junta. O DNIT detectou, comunicou e a empresa está fazendo a recuperação. Por isso existe a interdição de uma das vias”, explicou.

O superintendente acrescentou ainda que a liberação definitiva do trecho dependerá da conclusão do serviço e do período necessário para secagem do material utilizado na recuperação da estrutura. “Existe um momento da secagem do material aplicado. Depois disso, o DNIT fará uma nova análise técnica”, afirmou.

Apesar de a obra ter sido fiscalizada pelo DNIT, Arnaldo Monteiro reforçou que toda a execução ficou sob responsabilidade do Governo da Paraíba. “Essa obra foi fiscalizada pelo DNIT, mas executada pelo Governo do Estado, através do DER”, concluiu.

A interdição parcial mobilizou equipes do DER e da Polícia Rodoviária Federal (PRF), que atuaram na organização do tráfego ao longo da BR-230. Mesmo após a liberação parcial da faixa durante esta segunda-feira, motoristas enfrentaram lentidão intensa, principalmente no sentido BayeuxJoão Pessoa.

O Viaduto Luciano Agra foi entregue pelo Governo da Paraíba em duas etapas. A parte superior da obra foi inaugurada em abril de 2025 pelo ex-governador João Azevêdo (PSB), enquanto os serviços da parte inferior foram concluídos em novembro do mesmo ano.

Segundo o Governo do Estado, o investimento total na obra foi de aproximadamente R$ 50,4 milhões em recursos próprios. O complexo possui cerca de 700 metros de extensão sobre a BR-230, além de vias marginais e rotatórias implantadas para melhorar a mobilidade urbana da região.

Com a interdição parcial, o fluxo intenso de veículos no início da manhã agravou os congestionamentos e gerou reclamações de motoristas que trafegavam pela rodovia. Condutores relataram demora no deslocamento e cobraram maior orientação no trânsito durante a execução dos serviços.

Após obra no Viaduto de Água Fria, faixa interditada provoca congestionamento na BR-230 nesta segunda-feira

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