A briga acontece, só não vê quem não quer. Aquilo que todos imaginavam já está em curso. O clima não é bom entre os pré-candidatos ao Senado, e esse é o único fato concreto desta semana.
Segundo informações, o desentendimento ocorre porque Nabor Wanderley teria conseguido o apoio de três prefeitos que, de acordo com relatos, votavam nos pré-candidatos Veneziano Vital do Rêgo (MDB) e João Azevêdo (PSB). No entanto, ao conquistar esses apoios, não conseguiu retirá-los de Veneziano, mas sim de João Azevêdo, seu aliado.
Informações mais aprofundadas indicam que se trata de um acúmulo de pequenas situações. João já teria, inclusive, concordado com o apoio que Nabor receberá do prefeito de Campina Grande, Bruno Cunha Lima. O que se observa, no entanto, é um claro desentrosamento entre os pré-candidatos. Não é possível afirmar que se trata de “fogo amigo”, mas há, sem dúvida, um distanciamento significativo entre João e Nabor.
Se levarmos em consideração as disputas ao Senado, especialmente aquelas com duas vagas, é comum que fatos inesperados mudem o resultado final. Quem não lembra da disputa “amigável” entre Efraim Morais e Wilson Braga? Ou ainda de Veneziano Vital do Rêgo e Luiz Couto em 2018? E também de Cássio Cunha Lima e Daniella Ribeiro no mesmo ano?
Diante desse histórico, algo maior pode estar em construção. O prefeito de João Pessoa, Leo Bezerra, tem grandes chances de caminhar com João para o Senado. Já imaginou um carro percorrendo a Grande João Pessoa com Cícero Lucena, João e Leo Bezerra juntos?
O cenário ainda está em movimento, e, como a história mostra, tudo pode mudar.




