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Eu já havia alertado, em uma coluna anterior, sobre pesquisas eleitorais que destoavam da realidade ou omitiam números relevantes. Não havia como levantamentos realizados em um curto espaço de tempo apresentarem resultados tão distintos.

Eis que, hoje, me deparo com a anulação da pesquisa Veritá para o Governo do Estado da Paraíba.

A decisão aponta que o instituto utilizou uma metodologia genérica e não informou a modalidade de coleta. “A ausência de indicação clara da modalidade de coleta não é irregularidade de somenos importância. Ela impede o controle externo sobre a fidedignidade dos dados coletados e sobre a representatividade da amostra, frustrando a finalidade de transparência”, ressalta o relator.

Eu já havia chamado a atenção dessas pesquisas ao Tribunal Regional Eleitoral. A discrepância entre os levantamentos era enorme: o SETA aponta Cícero Lucena (MDB) com 30,8%, Lucas Ribeiro (PP) com 25,1% e Efraim Filho (PL) com 18,5%.

Já a Veritá apresentava um cenário bem diferente, com Lucas Ribeiro liderando com 40,2%, seguido por Efraim Filho com 28,9% e Cícero Lucena com 27,3%.

Na prática, houve um salto de quase 15 pontos percentuais para o pré-candidato e atual governador Lucas Ribeiro, uma leve queda de cerca de 2 pontos para Cícero Lucena — que ainda apareceu em terceiro lugar.

Não sei qual pesquisa está correta. Mas, diante desse cenário, a Veritá deixa uma pulga atrás da orelha dos paraibanos sempre que divulgar novos números.

E você, ainda acredita na Veritá?