Tá com medo ou tá com Pedro?; por Nilda Gondim

Por Fonte83 - 04/05/2021

“Quem está com medo,
Não está com Pedro.
Quem é o homem?
O homem é Pedro!”

O refrão que ecoou do litoral ao sertão em 1960 – uma exortação a força do povo para enfrentar os interesses de grupos poderosos – marcou a história política da Paraíba.

E traduz com fidelidade a marca mais expressiva desse homem que tive o orgulho de chamar de pai:

A coragem.

Pedro era mesmo corajoso. E essa força estranha que o revestia o fez ir onde queria, fazendo o que desejava.

Pacificando os campos, valorizando nosso perfil agrícola, defendendo os trabalhadores, investindo na capacidade do povo de fazer a diferença em meio às adversidades históricas.

Desafios o atraia. Obstáculos o estimulava.

Ao mesmo tempo em que era diferenciado entre os homens, era também uma criatura de alma e coração muito humildes.

Ele foi uma daquelas pessoas raras que valorizava o ser humano – quem a pessoa era e não o que ela tinha.

Não sem razão, seus melhores amigos eram igualmente humildes.

Nasceu há 107 anos em um 1º de maio – fazendo jus, até por determinismo pessoal, à luta dos trabalhadores.

Suas ideias eram progressistas para a época.

Continuam atuais e progressistas hoje.

E nem imagino com que desagrado absorveria os recuos que o Brasil desse início de século vivencia.

Ele certamente sentiria desgosto. E depois partiria para a luta – destemido como sempre foi.

Ele está ausente há quase três décadas.

Mas segue sendo uma inspiração para mim, meus filhos, meus netos.

Para a Paraíba.

É uma honra ser herdeira de seus valores.

É um orgulho ser cria forjada pela sua força de caráter.

Sou filha de Pedro e de suas ideias.

Inspirada, desde o berço, a viver com coragem. E jamais sucumbir ao medo.