Profano e religioso postos na mesma bandeja de prata

Por Fonte83 - 26/02/2021

Tenho observado o discurso de algumas pessoas que reclamam o fechamento das igrejas e a manutenção da abertura dos bares, restaurantes e lanchonetes no decreto do Governo do Estado com determinações mais restritivas para o combate a covid-19.

Defensora da democracia e da liberdade de expressão que sou, respeito esse discurso, embora tenha alguns questionamentos a fazer.

1. Podemos comparar o profano ao religioso?

2. Os bares, restaurantes e lanchonetes morrem se fecharem as portas. E as igrejas?

3. Pode ser o cristão o próprio templo? 

Entendam, não estou questionando a necessidade de se fazer presente aos templos e nem a importância deles na vida das pessoas. Apenas me pergunto se usar o discurso comparativo de “eles fecham as igrejas, mas deixam os abres abertos” é sensato.

Eu, particularmente, vi a Casa Espírita a qual frequento ser fechada em março do ano passado e me entristeci muito, mas compreendi a necessidade do momento. Quase um ano depois, mesmo com a nossa carência da presença física no templo, nosso presidente manteve as portas fechadas.

Uma decisão mais que acertada tendo em vista que nossa Casa é pequena e não tínhamos estrutura para agendamento e nem distanciamento social. Não reabrimos as portas nem mesmo após a flexibilização dos governos estadual e municipal.

Mantivemos em nós, contudo, a fé e a união. Nos encontramos três vezes por semana, virtualmente. E, para além desses encontros, nos ajudamos diariamente pedindo e dando auxílio aos irmãos quando precisamos. 

Seja por aplicativos de mensagens, ligações ou chamadas de vídeo nunca estivemos separados uns dos outros.

E o mais importante, não nos separamos do Mestre Jesus.

Continuamos como o apóstolo Paulo, combatendo o bom combate e sendo nós os nossos próprios templos, até que um dia a pandemia passe, porque céus e terra passarão, mas as palavras de Deus jamais passarão. (Mateus, 24:35)