A vinda da deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) a João Pessoa para participar de um ato em apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), nesta terça-feira (20), provocou um embate na Câmara Municipal. Durante pronunciamento na tribuna, a vereadora Eliza Virgínia (PP) criticou a identidade de gênero da parlamentar, o que levou o vereador Júnior Leandro (PDT) a acusá-la de transfobia.
Ao comentar a presença de Erika na Paraíba, Eliza afirmou que o debate político deve se concentrar nas ideias, e não em características pessoais, como raça, gênero ou orientação sexual. No entanto, ao mencionar a deputada, a vereadora questionou o fato de ela ser uma mulher trans e criticou suas posições sobre os direitos das mulheres. Eliza também relacionou a parlamentar à discussão sobre o fim da escala de trabalho 6×1.
O vereador Carlão pelo Bem (PL) saiu em defesa da colega e afirmou que, em sua avaliação, Eliza não teria atacado os direitos das mulheres trans, mas defendido os direitos das mulheres. “Nem a mulher pode mais defender os seus direitos”, declarou. Já Eliza rebateu as críticas e negou ser transfóbica. A vereadora alegou que Erika Hilton teria feito declarações ofensivas às mulheres e questionou a participação da deputada em um ato político na Paraíba para pedir votos em favor de Lula.
Em sua fala, Eliza também contestou posições que atribuiu à deputada sobre a definição de mulher e maternidade, recorrendo a argumentos religiosos para sustentar sua visão de que homens e mulheres são categorias distintas. Ao final, afirmou que Erika não deveria pedir votos às mulheres para o presidente. O episódio ampliou a repercussão política da visita da deputada à capital paraibana e expôs divergências entre os vereadores sobre identidade de gênero, direitos das mulheres e a atuação política da parlamentar.






