Um áudio atribuído ao vice-prefeito de Guarabira, Raimundo Macedo (MDB), provocou repercussão no meio político do município nesta quarta-feira (30). Na gravação, o político faz críticas à prefeita Léa Toscano (União Brasil) e também comenta sobre a possibilidade de reeleição da deputada estadual Camila Toscano (MDB), filha da gestora.
Em um dos trechos, Raimundo afirma que Léa estaria em “fim de carreira” e questiona a trajetória política da prefeita. “O tempo vai dizer se eu tinha razão ou não. Léa está em fim de carreira. Não tem história mais não. O mandato dela é agora. Acabou-se”, diz o homem identificado na gravação como o vice-prefeito.
Na sequência, o áudio aborda a situação eleitoral de Camila Toscano. Raimundo questiona a necessidade de a deputada permanecer na política e faz referência ao patrimônio da parlamentar. “E Camila não precisa disso, não. Uma das mulheres mais ricas da Paraíba vai estar preocupada com isso? Quem tem muito pode perder. Não tem problema, não. O ruim é quem tem pouco”, afirma.
As declarações chamam atenção pelo histórico de Raimundo dentro do grupo político dos Toscano. Eleito vice-prefeito ao lado de Léa para o mandato 2025-2028, o político é filiado ao MDB e tem trajetória ligada à administração municipal. Segundo o perfil oficial da Prefeitura, Raimundo foi secretário de Educação durante gestões de Zenóbio Toscano, marido de Léa e ex-prefeito de Guarabira, além de ter exercido mandatos como vereador e presidido a Câmara Municipal.
Na posse, em janeiro de 2025, Raimundo destacou publicamente sua relação com Zenóbio e afirmou que muitos políticos de Guarabira, inclusive ele próprio, haviam ingressado na vida pública pelas mãos do ex-prefeito. Já em fevereiro deste ano, durante um afastamento temporário de Léa, Raimundo chegou a assumir interinamente o comando da Prefeitura.
Até a publicação desta matéria, o conteúdo divulgado nas redes sociais não havia sido acompanhado, no material consultado, de uma manifestação pública de Raimundo Macedo confirmando ou negando as declarações atribuídas a ele. A repercussão do áudio ocorre em meio ao cenário político de Guarabira e coloca em evidência uma aparente divergência entre o conteúdo da gravação e a relação pública mantida pelo vice-prefeito com a prefeita e o grupo político dos Toscano.




