O presidente da Fundação Desenvolvimento da Criança e do Adolescente Alice de Almeida (Fundac) e do Agir Paraíba, Flávio Moreira, criticou os questionamentos sobre o resultado da eleição presidencial e defendeu o fim da polarização política. Durante o programa Senso Crítico, da FGTV e MRTV, nesta quinta-feira (29), ele também comentou a saída do senador Flávio Bolsonaro (PL–RJ) do Brasil e relacionou o episódio ao debate sobre democracia e respeito às instituições.
“Em regimes autocráticos, um líder da oposição poderia terminar uma eleição monitorado e perseguido. Ele saiu tranquilamente do Brasil”, afirmou Moreira, ao comentar a situação envolvendo o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
O dirigente disse que inicialmente considerou desnecessária a apreensão do passaporte, mas mudou de avaliação diante dos fatos que acompanhou. “Inicialmente, entendi que a apreensão do passaporte era uma medida desnecessária. Mas os fatos mostraram, na minha avaliação, que a medida era necessária”, declarou.
Moreira também contestou alegações de irregularidades na votação e citou a diferença superior a quatro milhões de votos entre os candidatos. Para ele, os questionamentos sobre a legitimidade do resultado precisam considerar os números apresentados pela Justiça Eleitoral e a composição eleita para o Congresso Nacional.
Ao se dirigir a eleitores de Bolsonaro e de Flávio Bolsonaro, o presidente do Agir Paraíba fez um apelo à pacificação. “É legítimo cobrar do presidente Lula e do governo aquilo que precisa ser feito, mas é necessário compreender que as eleições terminaram”, disse. Ele acrescentou que Lula foi escolhido para governar todos os brasileiros.
“O Brasil precisa de paz”, reforçou Moreira, ao criticar declarações que, segundo ele, prolongam a disputa eleitoral. O dirigente defendeu que a mobilização popular seja direcionada também à cobrança de medidas do Congresso Nacional e do governo, sem que as divergências políticas impeçam o debate democrático.
Assista a entrevista de Flávio Moreira ao programa Senso Crítico da FGTV:
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