Janine Lucena, ex-secretária executiva de saúde de João Pessoa / Foto: Reprodução

A ex-secretária de Saúde de João Pessoa, Janine Lucena, filha do candidato ao Governo da Paraíba, Cícero Lucena (MDB), publicou um vídeo nas redes sociais nesta terça-feira (15), ao lado dos filhos e com imagens de momentos da campanha, para comunicar, em nota, uma mudança em sua trajetória na disputa eleitoral. Após a decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que manteve o indeferimento de seu registro, Janine informou que não seguirá na primeira suplência do senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB). A vaga será ocupada pelo irmão, Matheus Lucena, filiado ao PDT.

Na nota publicada nas redes sociais, Janine afirmou que deixa a disputa após reflexão e disse ter a consciência tranquila. “Faço isso com a consciência tranquila e com a certeza de que sempre estive amparada pela lei. Respeito as instituições e as decisões da Justiça, embora discorde da conclusão e dos fundamentos adotados no meu caso”, declarou. Ao anunciar a substituição, ela destacou a trajetória do irmão: “A caminhada continua. Com fé, união e o compromisso que sempre nos guiou, fazer o bem”, concluiu.

A desistência ocorre após a ministra Estela Aranha, do TSE, negar pedido de liminar apresentado pela coligação “Juntos para a Paraíba Dar o Próximo Passo”. A defesa buscava suspender os efeitos da decisão do Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB), que havia indeferido o registro de Janine como primeira suplente de Veneziano. No TSE, os advogados argumentaram que a decisão do tribunal paraibano teria criado um impedimento eleitoral sem condenação criminal e fora das hipóteses previstas na Lei Complementar nº 64/90.

O TRE-PB havia barrado o registro com fundamento no artigo 17, parágrafo 4º, da Constituição Federal. A ação da Procuradoria Regional Eleitoral utilizou elementos da Operação Mandare para apontar suposta vinculação entre a atuação político-eleitoral de Janine e a estrutura de uma facção criminosa. Ela também foi denunciada por corrupção eleitoral e organização criminosa. A defesa contesta as acusações e ressalta que não existe condenação criminal contra a ex-secretária da Capital.

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