Senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB) e o presidente Lula (PT), em Brasília - Foto: Ricardo Stuckert/PR. .

O senador reeleito Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB) afirmou que não pretende diminuir o ritmo da mobilização em favor da reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno das eleições presidenciais, marcado para 25 de outubro. Durante passagem por Uiraúna, no Sertão paraibano, no último fim de semana, ele defendeu uma reação da base governista para tentar ampliar o apoio ao petista na disputa contra o senador Flávio Bolsonaro (PL–RJ).

Recebido pela prefeita Leninha Romão (PSB), Veneziano avaliou que o resultado do primeiro turno exige mais empenho dos aliados de Lula. O senador afirmou que pretende intensificar a atuação política nas próximas semanas e convocou apoiadores a multiplicar os esforços pela continuidade do atual governo.

“Eu continuarei, não, eu haverei de ser ainda mais… Nós não temos o direito de descansar, nós não temos o direito de, absolutamente, pensar senão em fazer essa multiplicação”, declarou em entrevista ao Blog do Silvano Dias.

Veneziano também justificou o engajamento na campanha ao afirmar que a disputa vai além da permanência de Lula no Palácio do Planalto. Segundo ele, está em jogo a continuidade de políticas implementadas durante o atual governo, enquanto uma eventual mudança de comando poderia interromper ações que, na avaliação do senador, foram construídas ou retomadas nos últimos anos.

“Eu não estou dizendo isso para alarmar, não estou dizendo isso para alardear, estou fazendo um apelo para que as pessoas coloquem em comparação: um projeto administrativo, um projeto de governo com um projeto vazio”, afirmou. Ele acrescentou que a mobilização dos aliados será decisiva para buscar uma mudança no cenário eleitoral.

Ao comentar o desempenho do primeiro turno, Veneziano reconheceu que o resultado ficou abaixo da expectativa de parte dos apoiadores, mas atribuiu a votação de Flávio Bolsonaro à articulação da direita e da extrema-direita em torno da candidatura. Apesar disso, disse perceber uma retomada da participação de eleitores e militantes e demonstrou confiança na possibilidade de crescimento de Lula. “Eu creio que é possível, que é viável e que é, além de possível, é fundamental para o Brasil a vitória do presidente Lula”, concluiu.

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