A crise interna no PSD da Paraíba ganhou um novo desdobramento nesta quarta-feira (22). Horas após o advogado Rui Galdino afirmar que está sendo impedido de disputar uma vaga ao Senado Federal e anunciar que poderá recorrer ao Diretório Nacional e à Justiça Eleitoral, o presidente estadual da legenda, Pedro Cunha Lima, rebateu as declarações e afirmou que a definição sobre candidaturas será tomada de forma coletiva durante a convenção partidária.
Em entrevista ao programa Correio Debate, da rádio Correio 98 FM, Pedro contextualizou que a construção da chapa majoritária vem sendo debatida pelo PSD desde o fim do ano passado e ressaltou que a recente movimentação de Rui Galdino precisa ser acompanhada de respaldo político, tanto dentro da legenda quanto entre os partidos aliados. Segundo ele, a viabilidade de uma candidatura não depende da vontade individual de qualquer dirigente ou filiado, mas da construção de consensos.
“O Rui Galdino tem o meu respeito. Tenho dito a ele nas conversas que existe a necessidade de um respaldo coletivo, não apenas com o PSD, mas também com as legendas aliadas. Política exige construção coletiva. Da minha parte não haverá imposição, nem pela candidatura, nem pela não candidatura”, afirmou Pedro. O dirigente também destacou que apoia a pré-candidatura do senador Veneziano Vital do Rêgo à reeleição e lembrou que o partido também conta com a pré-candidatura de André Gadelha ao Senado.
Pedro Cunha Lima reforçou que a decisão sobre quem representará o PSD nas eleições de 2026 caberá aos convencionais e rejeitou a ideia de que o presidente estadual tenha poder para definir, sozinho, os nomes da chapa. “Eu não posso tomar uma decisão isoladamente. A convenção existe justamente para que os convencionais estabeleçam qual será a participação da legenda na disputa eleitoral. Se engana quem acha que é o presidente do partido que decide, sozinho, quem será candidato. Tenho respeitado esse espírito coletivo e democrático”, declarou.
A manifestação de Pedro Cunha Lima ocorre após Rui Galdino tornar público o descontentamento com o tratamento recebido dentro do PSD. O advogado, que confirmou ainda em junho sua intenção de disputar o Senado nas eleições de 2026, afirmou que enfrenta resistência interna para viabilizar sua pré-candidatura e anunciou que pretende buscar, se necessário, instâncias nacionais da legenda e a Justiça Eleitoral para garantir o direito de participar da convenção e defender seu nome.





