O ex-prefeito de Monte Horebe e pré-candidato a deputado estadual, Marcos Eron (MDB), expressou nessa terça-feira (2), desapontamento com a decisão do ex-prefeito de Cajazeiras, Zé Aldemir Meireles (PP), de romper com o senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB–PB) para apoiar a pré-candidatura do governador João Azevêdo (PSB) ao Senado Federal em 2026.
Eron destacou que havia um compromisso político de Zé Aldemir em apoiar Veneziano, especialmente considerando o histórico recente: nas últimas eleições estaduais, o grupo de Cajazeiras votou na reeleição de Azevêdo, mas, na disputa seguinte para prefeito, o governador não apoiou a candidata indicada por Zé, Corrinha Delfino (PP), atual prefeita da cidade.
O ex-prefeito de Monte Horebe ressaltou ainda o histórico de apoio de Veneziano a Cajazeiras, lembrando que o senador sempre intermediou recursos e esteve ao lado da gestão de Zé Aldemir. Eron afirmou que chegou a intermediar pessoalmente, em Brasília, a liberação de emenda parlamentar para ajudar no pagamento da folha da Saúde do município.
“Cajazeiras é uma cidade politizada que saberá reconhecer aquele que trabalha. É só olhar quem é o senador que mais fez por Cajazeiras e continuará ajudando. Veneziano não deixou a cidade desamparada”, afirmou Eron durante entrevista ao programa Olho Vivo, da Rede Diário do Sertão.
Questionado sobre se o rompimento configura uma traição, Eron respondeu: “É uma questão lógica. Há rompimento quando alguém dá causa. Veneziano não deu causa para que houvesse o rompimento. Então, leia-se como quiserem. Quando não se dá causa, todo mundo sabe o que existiu”, criticou.
O episódio acentua a divisão política no Sertão da Paraíba e já sinaliza o início de uma movimentação eleitoral intensa, com pré-candidaturas e alianças estratégicas moldando o cenário para as eleições estaduais e federais de 2026.
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