Editorial: Fonte83 adota postura da imprensa americana e europeia e anuncia linha editorial em favor de Ciro Gomes

Por Fonte83 - 22/11/2021

Ao contrário da quase totalidade da nossa imprensa, que cultiva uma imparcialidade que nunca praticou, o Fonte83 resolveu sair dessa zona de conforto e deixar claro para seus leitores que terá, a partir de hoje, um candidato à presidência da República, adotando para si uma tradição que é de boa parte da imprensa norte-americana e europeia.

Ao assumir essa posição editorial não significa que o o Fonte83 deixará de noticiar os outros candidatos ou que se converterá em órgão de campanha eleitoral.

Trata-se apenas de ser honesto e transparente com o nosso leitor, deixando que ele se informe o melhor possível para tomar sua própria decisão.

CIRO PARA UNIR O BRASIL

O antipetismo alimentou a retórica de ódio bolsonarista e foi o principal motivo para a eleição do atual presidente em 2018.

Quase três anos depois, é imperativo reconhecer que o Brasil está mais dividido do que estava antes, a animosidade política continua a dividir famílias e desfazer longas amizades, a autoestima do povo brasileiro está cada vez mais baixa. Enfim, o Brasil está sendo corroído como nação.

Nesse caldeirão de desesperança, o que precisamos evitar a todo custo é que a resposta ao ódio seja mais ódio, que a resposta à divisão seja mais divisão.

Da mesma maneira que, na última eleição, Jair Bolsonaro soube se apresentar como a antítese do antipetismo, Lula faz o mesmo para ganhar o voto antibolsonarista em 2022. Notem: ambos alimentam suas expectativas de vitória no ódio mútuo e na divisão do país em dois campos artificialmente criados, como se o Brasil não fosse uma só nação e, sim, duas: a dos bolsonaristas e dos lulistas.

Se Lula lograr êxito em sua estratégia e se eleger, esse quadro de divisão deve persistir nos próximos quatro anos e não haverá esperança de tão cedo superarmos esse impasse que nos paralisa.
O Brasil é muito maior e mais complexo do que isso.

Dos candidatos lançados que hoje se apresentam com possibilidades de romper essa polarização, só Ciro Gomes é uma alternativa real. Todas as críticas que são feitas aos outros candidatos, nenhuma se aplica ao cearense.

Não se pode dizer que Ciro não tem propostas já que, antecipadamente, ele conseguiu reunir em livro um diagnóstico da crise brasileira e as saídas possíveis para superá-la, todas factíveis e baseadas em reflexões e estudos de sua equipe e na experiência internacional.

Não se pode dizer que Ciro não tem experiência. Ciro já foi prefeito, governador, duas vezes ministro, e suas experiências políticas e administrativas foram exitosas.

Não se pode dizer que Ciro é corrupto. Ele jamais foi sequer processado por maus-feitos como homem público e, por isso, é o único com condições morais de propor um novo modelo de governança, que valorize a política, que seja transparente, que una a Federação, que o Congresso seja tratado como um poder autônomo, e não como um puxadinho do Planalto.

Não se pode dizer que Ciro não tem coragem. Nem que não saiba como pretende arranjar os recursos para colocar em prática o seu programa de governo: Ciro pretende diminuir as grandes injustiças tributárias do país, onde a base da arrecadação é a tributação do consumo, que afeta principalmente os mais pobres, e dos salários, jogando dessa vez o fardo sobre os ombros da classe média. Ciro pretende fazer os muito ricos pagarem mais impostos, acabar com renúncias e desonerações fiscais, tributar patrimônio e os lucros e dividendos distribuídos entre os acionistas das empresas. Por isso, é o único candidato que os muito ricos temem.

Ciro quer um novo modelo de desenvolvimento econômico, quer reindustrializar o país, fortalecer o mercado interno, dar ao Brasil autonomia científica e tecnológica, melhorar a infraestrutura, estimular o investimento, gerar emprego e aumentar a renda dos trabalhadores.

Ciro se propõe a fundar um pacto entre capital e trabalho, entre empresários e trabalhadores, para aproveitar as potencialidades do país, produzir mais riquezas e melhor distribui-las.
Ciro é o único candidato que nos põe a pensar no futuro. E a ter esperanças.

Todos os outros querem apenas reviver o passado, sem dizer que a tragédia do presente é produto de um modelo econômico que, aí sim, une Lula e Bolsonaro, já que em economia os dois são quase os mesmos.

Ciro é o único candidato que pode unir de novo o Brasil.