Fabiano Gomes: ‘É pra rir, pra chorar, pra refletir’

Por Fonte83 - 09/10/2019
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O grupo Pense coloca hoje no ar – com muito orgulho e um bocado de luta – o primeiro portal de sátira política da Paraíba. O Debochando.

A sátira, que nos faz rir de nossas graças e desgraças, é também – não se enganem – coisa muito séria.

Elemento de reflexão importante sobre quem somos enquanto sociedade. No que acreditamos ou deixamos de acreditar. O que aceitamos ou repudiamos.

E é quase tão antigo quanto a história do jornalismo.

No país, as primeiras iniciativas surgiram através do poeta baiano Gregório de Matos, o boca do inferno, que se transformaria num expoente da literatura barroca ao retratar com um satirismo cirúrgico, em pleno século 16, as miudezas do Brasil colônia.

Do boca de inferno até o mestre Ivan Lessa, do imortal Pasquim, os brasileiros se tornaram grandes produtores de sátira jornalista.

Dizia Lessa: “A cada 15 anos o brasileiro esquece do que aconteceu nos últimos 15 anos”. Ou: “3 dentre 4 políticos não sabem que país é esse e o quarto acha que é a Suíça”.

Seu traço e sua verve ilustraram o Brasil dos anos 60 pra cá.

Sendo a sátira coisa tão séria, é claro que não poderia ser amarrada ou controlada.

Mas já tentaram. Felizmente, fracassaram.

Ano passado, o Supremo Tribunal Federal reafirmou, em nome da liberdade de expressão e comunicação, o direito do jornalismo satirizar personalidades e cenários políticos.

Mesmo acobertados pela lei, o Debochando pede passagem pedindo fair play – grandeza de nossa classe política. Que, sim, será nosso material de trabalho.

Assim como é em veículos como o francês Charlie Hebdo. No Greg News da HBO. No genial Sensacionalista. E no Isso a Globo não mostra, quadro semanal inspiradíssimo do Fantástico.

É pra rir.

É pra refletir.

É pra debochar.

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