Dois meses e uma lista de mortos que nunca parou de crescer

Por Fonte83 - 12/05/2021

Dois meses. Foi esse o tempo que o presidente da República, Jair Bolsonaro, levou para responder uma carta em que a farmacêutica Pfizer prometia fornecer doses de vacinas contra o Coronavírus ao Brasil. Em dois meses – setembro e outubro – o Brasil registrou 16.016 mortes, saindo de 143.886, em setembro, para 159.902, em outubro.

Em novembro, quando, segundo o ex-secretário de Comunicação da Presidência da República Fabio Wajngarten, ficou sabendo da correspondência da Pfizer e enfim respondeu, já eram 173.165 brasileiros mortos pela covid-19.

Para mim, os nomes das pessoas que partiram sem tomar a vacina, mesmo já existindo a Pfizer, a Coronavac e a Astrazeneca aqui no país, estão na lista de mortes evitáveis.

Para mim, um presidente da República que sabe da disponibilidade de distribuir vacinas em seu país e salvar vidas, mas se nega a fazer isso, deveria estar preso.

Este senhor não está sozinho nessa guerra que ele mesmo travou contra a sua nação.

Segundo Wajngarten, durante depoimento à CPI da Pandemia, também tinham conhecimento da carta enviada pela Pfizer o vice-presidente, Hamilton Mourão, os ministros Paulo Guedes (Economia), Eduardo Pazuello (Saúde), Walter Braga Netto (Casa Civil) e o embaixador do Brasil nos Estados Unidos, Nestor Forster.

Agora é com vocês. Deem a esses senhores os nomes pelos quais vocês acham que eles devem ser chamados.