Deputados federais da PB justificam votos na reforma da Previdência

Por Fonte83 - 11/07/2019
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A aprovação do texto principal da reforma da Previdência, na noite de quarta-feira (10), contou com o apoio de oito deputados federais da Paraíba. Em contrapartida, quatro parlamentares paraibanos votaram contra a reforma apresentada pelo governo de Jair Bolsonaro. No geral, a proposta teve 379 votos a favor e 131 votos contra. Se aprovado em segundo turno, o texto segue para análise do Senado, onde também deve ser apreciado em dois turnos e depende da aprovação de, pelo menos, 49 senadores.

Confira a justificativa dos deputados paraibanos para o voto:

Edna Henrique (PSDB): favorável à reforma da Previdência, a deputada afirmou que só apoiou o texto após modificações em pontos relacionados aos trabalhadores rurais e ao Benefício de Prestação Continuada (BPC). Segundo ela, o déficit da Previdência prejudicaria o desenvolvimento econômico do país. “Minha causa é a de todos os brasileiros, precisamos de uma reforma para o futuro. Todos os que votaram a favor da reforma estão contribuindo com o futuro do país”, disse.

Efraim Filho (DEM): votou a favor da reforma. Segundo o deputado, o texto votado na quarta preserva a população mais humilde e tem impacto reduzido sobre os trabalhadores que ganham entre 1 e 2 salários mínimos, ao mesmo tempo em que diminui o valor da aposentadoria de políticos e membros do judiciário. “O Brasil precisa voltar a crescer e gerar empregos, e esses recursos que vão ser economizados com a nova previdência devem ser investidos em áreas como Educação e Saúde”, afirmou.

Gervásio Maia (PSB): segundo o deputado, que votou contra a reforma, o texto “arranca R$ 800 bi de quem menos ganha” ao mesmo tempo em que o governo concede a empresários do agronegócio R$ 84 bilhões em renúncia fiscal. “É um ataque a um direito conquistado há mais de 30 anos, com a Constituição. Concordar com isso é concordar com o aumento da injustiça social, e não quero fazer parte deste momento triste do Brasil”, disse o parlamentar.

Julian Lemos (PSL): integrante da base governista, o deputado declarou que a reforma é necessária “para que o país não quebre”.  “Estou muito feliz com o resultado, que foi acima do esperado. E agora vamos ver o país andar”,  comentou. Julian reiterou, entretanto, que espera uma “compensação” para profissionais de segurança pública.

Wellington Roberto (PL): o deputado afirmou que a reforma é indispensável ao equilíbrio econômico do país. “Não se pode cumprir despesas sem ter receita, e essa é a forma mais fácil de fazer”, declarou, acrescentando que alguns pontos do texto-base, como a inclusão dos professores, podem ser revistos: “sempre ficam alguns resíduos, mas infelizmente não podemos realizar nossos sonhos sozinhos. A partir de agora vamos tentar votar os outros destaques”.

A reportagem tentou entrar em contato com os deputados Damião Feliciano (PDT), Aguinaldo Ribeiro (PP), Hugo Motta (PRB), Pedro Cunha Lima (PSDB), Ruy Carneiro (PSDB), Frei Anastácio (PT) e Wilson Santiago (PTB), mas não obteve retorno até o fechamento da matéria.