Foto: Reprodução / IA.

Nem toda aproximação é amizade. Nem todo sorriso é sinal de boas intenções. E nem toda noite que começa com diversão termina em boas lembranças.

Um rapaz saiu para se divertir, consumiu bebida alcoólica e, em um momento de vulnerabilidade, acabou sendo enganado por duas mulheres. O resultado? O desaparecimento de um cartão, de um pingente de ouro e, possivelmente, algo ainda mais difícil de recuperar: a confiança nas pessoas.

Como psicóloga, quero trazer uma reflexão importante: vulnerabilidade não é autorização para exploração!

O álcool pode reduzir nossa percepção de risco e comprometer nossa capacidade de avaliar determinadas situações. Mas estar sob seu efeito não dá a ninguém o direito de se aproveitar do outro.

E, depois de uma experiência assim, além do prejuízo material, podem surgir vergonha, raiva, culpa e a pergunta: “Como eu não percebi?”

Mas a pergunta não deveria ser apenas essa. Também precisamos questionar: que tipo de pessoa identifica a fragilidade do outro e escolhe usá-la em benefício próprio?

Que essa experiência sirva de alerta, não de condenação. Que seja possível aprender sem se destruir emocionalmente, reconhecer os riscos sem perder a capacidade de confiar e compreender que responsabilidade e respeito precisam caminhar juntos.

Divertir-se não é o problema. O problema é quando alguém transforma a sua diversão em uma oportunidade para se aproveitar de você.